Agora que já estamos todos com a cabeça na nova época, nas entradas e saídas, nas goleadas de verão aos amadores, é tempo de olhar para trás e destacar os melhores da Liga Portuguesa 2013/14.
(NOTA: Post escrito no final da época passada e deixado a "marinar" nos rascunhos do Blog!)
Este é o 11 da época 13/14 do Queria ser Mourinho (em 4-4-2, como gosto e como jogou o campeão):
- Vagner (Estoril) - Sou da opinião que não temos um Guarda-Redes Português de Topo desde Vitor Baia, desde então temos tido alguns "medianos" e a aposta em Guarda-Redes estrangeiros é cada vez maior. O mercado brasileiro (históricamente fraco produtor de bons guarda-redes) é um dos mercados recorrentes e, por vezes, lá aparece um ou outro de qualidade acima da média. Helton é o melhor exemplo dos últimos anos e Vagner segue essa linha. Experiente, seguro, "low-profile", líder em campo, são algumas das características mais proeminentes deste Keeper que ajudou e muito à brilhante carreira do Estoril esta época. Para mim foi o melhor, logo seguido por Oblak e Ricardo (da Académica).
- Mano (Estoril) - Danilo é provavelmente o melhor lateral direito a jogar em Portugal, mas a sua época foi muito fraca. Cédric esteve também bem, Maxi foi o mesmo de sempre, mas foi Mano a maior surpresa e também ele um dos imprescindíveis do Estoril.
- Luisão e Garay (Benfica) - Impossível desfazer esta dupla, foram o esteio do Campeão Nacional e provavelmente uma das melhores duplas de centrais de sempre a jogar em Portugal. Jogadores que se complementam entre si e que jogam de olhos fechados, a fazer reeditar uma velha ideia do futebol, a de que a dupla perfeita deve ter um central "durão", alto e (às vezes) tosco e um Central Ágil, inteligente, rápido e com qualidade a sair a jogar. Luisão e Garay personificaram na perfeição estes 2 tipos e foram uma dupla perfeita.
- Edimar (Rio Ave) - Siqueira poderia ser a primeira opção, Marçal e Jefferson também poderiam assumir o lugar, a escolha recaiu em Edimar em homenagem a uma das equipas sensação, que chegou às 2 finais nacionais. É um lateral "moderno", rápido, ofensivo, mas também com boa envergadura física e capacidades defensivas, com bom remate de meia distância e boa qualidade de cruzamento. Não são estas as características que se procuram em qualquer lateral?
- William (Sporting) - Pouco a dizer, a revelação do campeonato, candidato a melhor jogador da liga, o melhor da época na posição 6. Uma escolha quase unânime em todos os analistas.
- Enzo (Benfica) - Outra escolha praticamente unânime. Dinâmo de todo o jogo encarnado, jogador de pulmão incrivel, lutador, inteligente, com boa técnica e criatividade. É o modelo de "box-to-box" perfeito e autor do melhor golo do campeonato (contra o Sporting).
- Candeias (Nacional) - O rei das assistências na Liga. Só por isso já mereceria a distinção. Qual a principal função de um extremo? Assistir! Se este foi o jogador com mais assistências do campeonato, pouco há a acrescentar. Mas Candeias é mais que isso, é um extremo "tradicional", vertical, que procura a linha e não as diagonais, como há cada vez menos (na linha de Sálvio e Capel, por exemplo). Hoje está na moda os "falsos" extremos, de "pé trocado" que procuram as diagonais interiores para finalizar, faz falta ao futebol os extremos puros, que aceleram o jogo e canalizam bolas para a área. Candeias é desse tipo.
- Gaitán (Benfica) - Classe! foi o que se viu de Gaitán esta época, classe, perfume, toque de bola, génio, visão e golos de levantar estádios. Foi regular como nunca tinha sido, foi jogador de equipa como nunca se lhe reconheceu, foi empenhado nas missões tácticas e até defensivas, como não se conhecia a Gaitán. A sua melhor época da carreira, a justificar uma ida ao Mundial (que não se concretizou).
- Derley (Maritimo) - Para mim o primeiro critério de avaliação de um avançado são os golos que marca. Um avançado vive de e para os golos. Claro que há avançados que nem sempre são goleadores e desempenham papeis fundamentais nas suas equipas, mas eu gosto de Goleadores (e de Pinheiros, como sabem!). Derley não é Pinheiro, mas é Goleador. 16 Golos na Liga Portuguesa (parca em goleadores) é um registo digno de destaque. 16 Golos pelo Maritimo, ainda mais. Este lugar de 2º avançado podia ser de Rodrigo, Bebé ou até mesmo Montero, mas para o 11 ideal de um campeonato, é justo premiar os seus máximos goleadores.
- Jackson (Porto) - O ponta de lança de excelência em Portugal. Tipico 9 "não-pinheiro", forte, rápido, com boa técnica (para ponta de lança) e com faro de golo. Mesmo na época "miserável" do FCP acabou como rei dos marcadores da Liga com 20 golos. Este ano revelou-se mais "perdolário" do que se lhe conhecia...talvez já estivesse com a cabeça noutros campeonatos...senão, podiam ter sido 24, 25 golos e se calhar assegurava o titulo de Vice-Campeão Nacional!
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18 de julho de 2014
11 da época 2013/2014
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28 de março de 2014
Um Leão que é uma (velha) Raposa!
A excelente temporada do Sporting esta época, que tem claramente superado as expectativas de praticamente todos os observadores fez-me lembrar o Benfica de Trappattoni.
Reflecti sobre essa ideia e fui relembrar essa equipa do Benfica, de 2004/2005 e há de facto algumas semelhanças entre o que fez Trap nessa época e o que está a fazer Jardim este ano no Sporting. Há claro, também, muitas diferenças.
Vamos às SEMELHANÇAS:
1º Em 2004/2005 o Benfica vinha de uma época muito má e de um longo jejum (11 anos) sem ganhar o Campeonato; Em 2013/2014 o Sporting inicia a época depois da pior classificação de sempre, fora das competições europeias e já leva 12 anos sem ganhar o campeonato
2º Dois "Gentlemans" no Banco - Trap dispensa apresentações, uma velha raposa do futebol, um dos treinadores com maior palmarés no Mundo e campeão em todos os países onde treinou. Conhecido por uma forte componente motivacional na sua relação com o Grupo e por ter uma capacidade de trabalho muito intensa. Para além disso era um Senhor no banco e nas suas relações com adversários, árbitros e jogadores. Se retirarmos a parte do palmarés, a discrição acima encaixa como uma luva em Jardim.
3º Pragmatismo acima de tudo - O maior mérito de Jardim esta época foi de agarrar numa equipa sem jogadores brilhantes ou de TOP, mas com qualidade, organiza-la, rotina-la e coloca-la a "jogar à bola". Uma equipa humilde, capaz de sofrer quando é preciso e consciente dos seus pontos fortes e das suas limitações. Tal como Jardim, "Trap" era um profundo conhecedor em termos tácticos e muito pragmático nas abordagens aos jogos...procurava o resultado antes da exibição e apostava em equipas com rotinas muito bem definidas e na repetição exaustiva das jogadas e movimentações.
4º Aposta num 11 Base - Muito se fala da (falta de) qualidade no plantel do Sporting, como se falava à época no Benfica. O Sporting tem alguns bons jogadores mas é uma equipa desequilibrada, tem um bom 11, com qualidade e alguns internacionais e tem mais 1, 2, 3 jogadores no Banco que dão garantias...no fundo tem um "plantel" de 14/15 jogadores...como o Benfica na altura, tinha um 11 muito bom e pouco mais...
5º Plano A - Ambos jogam num 4-3-3, o Benfica de 2004 e o Sporting de 2014 jogam em 4-3-3 com um pivôt defensivo, dupla de centrais robusta, laterais ofensivos e extremos desiquilibradores.
6º Plano B - Slimani é uma espécie de abono de familia deste Sporting, um jogador capaz de agitar o jogo quando salta do banco e com golos decisivos que já garantiram pontos...lembram-se de Mantorras? Slimani é o Mantorras do Sporting. Tal como agora, Mantorras saltou inúmeras vezes do banco para resolver muitos jogos difíceis, nos últimos minutos.
7º Ponta de Lança - Montero/Nuno Gomes, separados à nascença? Nenhum deles é matador, mas ambos podem marcar muitos golos numa época mais inspirada. Ambos preferem jogar como 2º avançado, mas adaptam-se à obrigatoriedade de jogarem sozinhos na frente. 2 jogadores que gostam de "tocar" a bola, de sair da posição, de jogar de costas para a baliza...e de falhar alguns golos "escandalosos". São os 2 rápidos e ágeis e com bom jogo de cabeça (embora não sendo a sua principal arma).
8º As remontadas - Começar a perder e acabar a a ganhar era algo relativamente frequente no Benfica de Trap, como tem sido no Sporting de Jardim...não me dei ao trabalho de fazer esse levantamento estatístico mas é um facto
9º As vitórias tangenciais e as goleadas inesperadas - Dirão os mais cépticos: "esta comparação é estúpida, o Benfica do Trap não jogava nada à bola e ganhava os jogos todos à rasca, o Sporting não!" - vamos a factos:
Vitórias por um golo de diferença: Benfica (13) Sporting (8) - e ainda faltam 6 jogos ao Sporting
Vitórias por Goleada (3 ou + golos dif): Benfica (3), Sporting (5)
10º A Formação, os Portugueses - muito se fala da quantidade de jogadores portugueses no Sporting, da juventude da equipa e dos jogadores oriundos da formação. Também no Benfica de Trap essas eram características proeminentes - Quim, Miguel, João Pereira, Simão, Petit, Nuno Gomes, Bruno Aguiar, Ricardo Rocha, Nuno Assis, Moreira, Manuel Fernandes, eram alguns dos portugueses dessa equipa, dos 11 base, 8 eram portugueses e alguns da formação.
11º Os reforços Low-Budget - em 2004/2005 chegaram à Luz alguns jogadores oriundos do campeonato Português, de equipas mais pequenas - Nuno Assis e Quim, por exemplo, complementados com alguns estrangeiros "low-cost" - Karadas, Dos Santos, Delibasic. Este ano o panoramo no Sporting não foi muito diferente - Jefferson (Estoril) e Vitor (Paços) vieram do nosso campeonato, Slimani, Magrão ou Maurício foram estrangeiros Low-cost.
As DIFERENÇAS:
- uma delas ainda não se pode assegurar mas é muito provável que o Sporting não chegue ao título, ao contrário do Benfica de 2004/2005 que quebrou o jejum de 11 anos...
- apesar de muito mal se dizer do Benfica de Trap ainda acho que tinha um melhor 11 do que o do Sporting deste ano...mas pode ser uma opinião "avermelhada":
Quim, Miguel, Luisão, Ricardo Rocha e Dos Santos / Petit, Manuel Fernandes e Nuno Assis / Simão, Geovanni e Nuno Gomes
Patricio, Cedric, Mauricio, Rojo e Jefferson / William, Adrien e André Martins / Capel, Carrillo e Montero
Qual o melhor?
Reflecti sobre essa ideia e fui relembrar essa equipa do Benfica, de 2004/2005 e há de facto algumas semelhanças entre o que fez Trap nessa época e o que está a fazer Jardim este ano no Sporting. Há claro, também, muitas diferenças.
Vamos às SEMELHANÇAS:
1º Em 2004/2005 o Benfica vinha de uma época muito má e de um longo jejum (11 anos) sem ganhar o Campeonato; Em 2013/2014 o Sporting inicia a época depois da pior classificação de sempre, fora das competições europeias e já leva 12 anos sem ganhar o campeonato
2º Dois "Gentlemans" no Banco - Trap dispensa apresentações, uma velha raposa do futebol, um dos treinadores com maior palmarés no Mundo e campeão em todos os países onde treinou. Conhecido por uma forte componente motivacional na sua relação com o Grupo e por ter uma capacidade de trabalho muito intensa. Para além disso era um Senhor no banco e nas suas relações com adversários, árbitros e jogadores. Se retirarmos a parte do palmarés, a discrição acima encaixa como uma luva em Jardim.
3º Pragmatismo acima de tudo - O maior mérito de Jardim esta época foi de agarrar numa equipa sem jogadores brilhantes ou de TOP, mas com qualidade, organiza-la, rotina-la e coloca-la a "jogar à bola". Uma equipa humilde, capaz de sofrer quando é preciso e consciente dos seus pontos fortes e das suas limitações. Tal como Jardim, "Trap" era um profundo conhecedor em termos tácticos e muito pragmático nas abordagens aos jogos...procurava o resultado antes da exibição e apostava em equipas com rotinas muito bem definidas e na repetição exaustiva das jogadas e movimentações.
4º Aposta num 11 Base - Muito se fala da (falta de) qualidade no plantel do Sporting, como se falava à época no Benfica. O Sporting tem alguns bons jogadores mas é uma equipa desequilibrada, tem um bom 11, com qualidade e alguns internacionais e tem mais 1, 2, 3 jogadores no Banco que dão garantias...no fundo tem um "plantel" de 14/15 jogadores...como o Benfica na altura, tinha um 11 muito bom e pouco mais...
5º Plano A - Ambos jogam num 4-3-3, o Benfica de 2004 e o Sporting de 2014 jogam em 4-3-3 com um pivôt defensivo, dupla de centrais robusta, laterais ofensivos e extremos desiquilibradores.
6º Plano B - Slimani é uma espécie de abono de familia deste Sporting, um jogador capaz de agitar o jogo quando salta do banco e com golos decisivos que já garantiram pontos...lembram-se de Mantorras? Slimani é o Mantorras do Sporting. Tal como agora, Mantorras saltou inúmeras vezes do banco para resolver muitos jogos difíceis, nos últimos minutos.
7º Ponta de Lança - Montero/Nuno Gomes, separados à nascença? Nenhum deles é matador, mas ambos podem marcar muitos golos numa época mais inspirada. Ambos preferem jogar como 2º avançado, mas adaptam-se à obrigatoriedade de jogarem sozinhos na frente. 2 jogadores que gostam de "tocar" a bola, de sair da posição, de jogar de costas para a baliza...e de falhar alguns golos "escandalosos". São os 2 rápidos e ágeis e com bom jogo de cabeça (embora não sendo a sua principal arma).
8º As remontadas - Começar a perder e acabar a a ganhar era algo relativamente frequente no Benfica de Trap, como tem sido no Sporting de Jardim...não me dei ao trabalho de fazer esse levantamento estatístico mas é um facto
9º As vitórias tangenciais e as goleadas inesperadas - Dirão os mais cépticos: "esta comparação é estúpida, o Benfica do Trap não jogava nada à bola e ganhava os jogos todos à rasca, o Sporting não!" - vamos a factos:
Vitórias por um golo de diferença: Benfica (13) Sporting (8) - e ainda faltam 6 jogos ao Sporting
Vitórias por Goleada (3 ou + golos dif): Benfica (3), Sporting (5)
10º A Formação, os Portugueses - muito se fala da quantidade de jogadores portugueses no Sporting, da juventude da equipa e dos jogadores oriundos da formação. Também no Benfica de Trap essas eram características proeminentes - Quim, Miguel, João Pereira, Simão, Petit, Nuno Gomes, Bruno Aguiar, Ricardo Rocha, Nuno Assis, Moreira, Manuel Fernandes, eram alguns dos portugueses dessa equipa, dos 11 base, 8 eram portugueses e alguns da formação.
11º Os reforços Low-Budget - em 2004/2005 chegaram à Luz alguns jogadores oriundos do campeonato Português, de equipas mais pequenas - Nuno Assis e Quim, por exemplo, complementados com alguns estrangeiros "low-cost" - Karadas, Dos Santos, Delibasic. Este ano o panoramo no Sporting não foi muito diferente - Jefferson (Estoril) e Vitor (Paços) vieram do nosso campeonato, Slimani, Magrão ou Maurício foram estrangeiros Low-cost.
As DIFERENÇAS:
- uma delas ainda não se pode assegurar mas é muito provável que o Sporting não chegue ao título, ao contrário do Benfica de 2004/2005 que quebrou o jejum de 11 anos...
- apesar de muito mal se dizer do Benfica de Trap ainda acho que tinha um melhor 11 do que o do Sporting deste ano...mas pode ser uma opinião "avermelhada":
Quim, Miguel, Luisão, Ricardo Rocha e Dos Santos / Petit, Manuel Fernandes e Nuno Assis / Simão, Geovanni e Nuno Gomes
Patricio, Cedric, Mauricio, Rojo e Jefferson / William, Adrien e André Martins / Capel, Carrillo e Montero
Qual o melhor?
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25 de março de 2014
Clássico é Clássico
Um Clássico é daqueles jogos que qualquer equipa quer ganhar.
Ganhar ao Rival, seja em que contexto fôr e em que competição fôr é SEMPRE o objetivo de qualquer equipa que disputa um clássico.
Ainda assim, o F.C.Porto - S.L.Benfica que se aproxima tem algumas características "especiais" que vão condicionar as estratégia e abordagem ao jogo das duas equipas.
BENFICA
O Benfica chega ao clássico como a única equipa em Portugal com aspirações nas 4 competições oficiais (Campeonato, Liga Europa, Taça de Portugal e Taça da Liga - por esta ordem de prioridades), com uma sobrecarga de jogos e uma sobrecarga emocional grande.
Acresce a este facto o "trauma" da temporada passada que obriga Jorge Jesus a uma abordagem diferente, por forma a evitar cometer os erros da época passada.
A alteração mais visivel de uma época para a outra é o maior enfoque no Campeonato.
Para a "Nação Benfiquista" o campeonato este ano é tudo, é a prioridade das prioridades e pelo Campeonato vale a pena sacrificar todas as outras competições. Por isso Jesus não tem tido cerimónias no que toca à "rotação" da equipa.
Acresce ainda o facto do jogo ser jogado a duas mãos, sendo a primeira fora e "entalada" com uma dificil deslocação a Braga (que poderá ajudar a definir ainda mais o Campeonato) e 1ª Mão (também fora) da Liga Europa.
Este "pormenor" dá ao Benfica alguma margem para gerir a 1ª Mão, procurando um resultado que não comprometa a 2ª mão (derrota pela margem mínima ou empate com golos fora não compromete), fazendo alguma rotação e apostando mais no 2º Jogo (numa altura em que o Campeonato já poderá estar assegurado).
Assim, o meu "palpite" vai para um Benfica com o seu esquema habitual e com algumas 2ªs linhas (as melhores e mais rodadas) que assegurem uma manutenção da qualidade geral do jogo - Sílvio na habitual rotação de laterais, Rubem Amorim, Sálvio e Cardozo e a "normal" rotação de Guarda-Redes na Taça (se Artur estiver fisicamente apto).
Assim:
PORTO
No Dragão o cenário é ligeiramente diferente. Se a sobrecarga de jogos é a mesma já que o Porto também está nas competições, o "mindset" da equipa é diferente já que o campeonato está praticamente perdido e, ainda por cima, para o "eterno rival".
Para além do mais, a última jornada permitiu "descansar" 3 dos jogadores nucleares da equipa - Quaresma, Fernando e Danilo - que para o clássico se podem apresentar mais "frescos".
A derrota quase certa no campeonato e o cenário dificil de apuramento direto para a Champions permite (obriga) o Porto a concentrar-se nas outras competições e a ganhar pelo menos uma delas, sendo Liga Europa e Taça de Portugal as mais prioritárias.
A Taça de Portugal ganha um "gostinho" ainda mais especial pelo confronto direto com o Rival da luz, ou seja, ganhar a Taça de Portugal é ganha-la também ao Benfica já que o acesso à final só será assegurado com a eliminação do Rival em confronto direto.
Por isso a expectativa é que o Porto se apresente no Dragão na "máxima força".
Aposto no 11 base, apenas com uma surpresa - Ghillas no lugar de Jackson premiando o melhor momento de forma, em detrimento do estatuto na equipa.
Assim:
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3 de março de 2014
Estrela Cadente #3 - Lazar Markovic (SL Benfica)
Não é uma estrela cadente...é um DIAMANTE!
Lazar Markovic
Idade: 20 Anos
Posição: Avançado
Veredicto: Cadente
Ao fim dos primeiros jogos de pré-época (e do "chapelão" ao Sion) já não restavam dúvidas que estávamos perante um talento puro!
Velocidade vertiginosa, capacidade técnica muito interessante (embora sem grandes habilidades no drible) e, sobretudo, uma frieza em frente à baliza assinalável. São estas as suas principais características e que o tornam, com 20 anos, um dos talentos mais empolgantes a nível mundial na actualidade.
Estrela maior na Sérvia, ídolo do Partizan, Markovic chegou ao Benfica com o estatuto de "jovem promissor" e apostado em "utilizar" o Benfica como "entreposto comercial" para voos mais altos.
Com apenas 19 anos, a opção por um campeonato com mais visibilidade que o Campeonato Sérvio e por um clube finalista na Liga Europa parece ter sido a opção acertada para crescer, ganhar maturidade tática e "estofo" para voos mais altos.
Hoje, passados alguns meses desde a sua chegada, já não restam grandes dúvidas que o futuro de Markovic será brilhante, resta saber qual o próximo destino e em que Pais continuará a brilhar o jovem Sérvio.
O golo fabuloso na 3ª Jornada em Alvalade colocou-o na boca dos Benfiquistas, eufóricos, e que rapidamente o apelidaram de "Messizinho".
Para mim sempre me fez lembrar João Vieira Pinto, o menino de oiro da Luz. Porque vejo Markovic como 2º Avançado, mais do que como Extremo, porque me lembro bem das arrancadas de JVP iniciadas a meio do meio-campo ofensivo (o chamado "espaço entre-linhas") e só paradas com golo ou com faltas duras. Porque as suas movimentações são muito, mas mesmo muito semelhantes ao JVP, o do Benfica (o "menino"), não tanto o experiente e mais "batido" JVP do Sporting.
O que o distingue de JVP faz lembrar, de facto, Messi - é mais rápido, é capaz de arrancar em velocidade e em drible com a bola controlada de uns metros mais atrás(como Messi), faz diagonais do espaço lateral para o meio e "esquiva-se" melhor a todas as tentativas de faltas e derrubes dos adversários. Em tudo isto é mais Messi que JVP, de facto.
Mas o que realmente me impressiona em Markovic é a sua frieza em frente à baliza...90% dos seus golos são "cara-a-cara" com o Guarda-Redes, não marca golos no meio da "molhada" na área, nem em resposta a cruzamentos, nem em remates à entrada da área, nem remates de longe...muito menos de cabeça.
A especialidade de Markovic é mesmo o "one-on-one" com o Guarda-Redes.
A sua capacidade para "romper" as defesas, a sua velocidade e "pique" na desmarcação colocam-no muitas vezes (muito mais do que os outros) na "cara" do Guarda-Redes adversário e aí, o que impressiona é a facilidade com que escolhe SEMPRE a melhor solução. Ou é um toque subtil a desviar quando sai da baliza o Guarda-Redes, ou um remate por baixo do corpo do Guardião ou...um "chapéu" monumental.
A jogada termina, invariavelmente, dentro da baliza e Markovic tranquilo como se tivesse feito a coisa mais fácil do mundo, nada é feito em esforço, todas as finalizações são calmas, tranquilas e bem ponderadas . Até nos festejos Markovic é tranquilo.
Provavelmente nunca chegará ao nível de Messi, esse nível é para muito, muito poucos...mas não tenho dúvidas que estará no TOP Mundial muito em breve!
Felizes os Benfiquistas que um dia poderão dizer..."eu vi este miúdo jogar no meu clube!"
Lazar Markovic
Idade: 20 Anos
Posição: Avançado
Veredicto: Cadente
Ao fim dos primeiros jogos de pré-época (e do "chapelão" ao Sion) já não restavam dúvidas que estávamos perante um talento puro!
Velocidade vertiginosa, capacidade técnica muito interessante (embora sem grandes habilidades no drible) e, sobretudo, uma frieza em frente à baliza assinalável. São estas as suas principais características e que o tornam, com 20 anos, um dos talentos mais empolgantes a nível mundial na actualidade.
Estrela maior na Sérvia, ídolo do Partizan, Markovic chegou ao Benfica com o estatuto de "jovem promissor" e apostado em "utilizar" o Benfica como "entreposto comercial" para voos mais altos.
Com apenas 19 anos, a opção por um campeonato com mais visibilidade que o Campeonato Sérvio e por um clube finalista na Liga Europa parece ter sido a opção acertada para crescer, ganhar maturidade tática e "estofo" para voos mais altos.
Hoje, passados alguns meses desde a sua chegada, já não restam grandes dúvidas que o futuro de Markovic será brilhante, resta saber qual o próximo destino e em que Pais continuará a brilhar o jovem Sérvio.
O golo fabuloso na 3ª Jornada em Alvalade colocou-o na boca dos Benfiquistas, eufóricos, e que rapidamente o apelidaram de "Messizinho".
Para mim sempre me fez lembrar João Vieira Pinto, o menino de oiro da Luz. Porque vejo Markovic como 2º Avançado, mais do que como Extremo, porque me lembro bem das arrancadas de JVP iniciadas a meio do meio-campo ofensivo (o chamado "espaço entre-linhas") e só paradas com golo ou com faltas duras. Porque as suas movimentações são muito, mas mesmo muito semelhantes ao JVP, o do Benfica (o "menino"), não tanto o experiente e mais "batido" JVP do Sporting.
O que o distingue de JVP faz lembrar, de facto, Messi - é mais rápido, é capaz de arrancar em velocidade e em drible com a bola controlada de uns metros mais atrás(como Messi), faz diagonais do espaço lateral para o meio e "esquiva-se" melhor a todas as tentativas de faltas e derrubes dos adversários. Em tudo isto é mais Messi que JVP, de facto.
Mas o que realmente me impressiona em Markovic é a sua frieza em frente à baliza...90% dos seus golos são "cara-a-cara" com o Guarda-Redes, não marca golos no meio da "molhada" na área, nem em resposta a cruzamentos, nem em remates à entrada da área, nem remates de longe...muito menos de cabeça.
A especialidade de Markovic é mesmo o "one-on-one" com o Guarda-Redes.
A sua capacidade para "romper" as defesas, a sua velocidade e "pique" na desmarcação colocam-no muitas vezes (muito mais do que os outros) na "cara" do Guarda-Redes adversário e aí, o que impressiona é a facilidade com que escolhe SEMPRE a melhor solução. Ou é um toque subtil a desviar quando sai da baliza o Guarda-Redes, ou um remate por baixo do corpo do Guardião ou...um "chapéu" monumental.
A jogada termina, invariavelmente, dentro da baliza e Markovic tranquilo como se tivesse feito a coisa mais fácil do mundo, nada é feito em esforço, todas as finalizações são calmas, tranquilas e bem ponderadas . Até nos festejos Markovic é tranquilo.
Provavelmente nunca chegará ao nível de Messi, esse nível é para muito, muito poucos...mas não tenho dúvidas que estará no TOP Mundial muito em breve!
Felizes os Benfiquistas que um dia poderão dizer..."eu vi este miúdo jogar no meu clube!"
27 de janeiro de 2014
Estrela Cadente #1 - Danilo Pereira (Maritimo)
Numa semana em que muito se falou de formação e, específicamente da formação do Benfica, o meu 1º destaque como estrela cadente vai para um "produto" da formação Encarnada.
Danilo Pereira
Idade: 22 Anos
Posição: Médio Defensivo
Veredicto: Cadente
Danilo é vice-campeão do Mundo de sub-20, fez parte da equipa que em 2010, na Colômbia levou Portugal de volta às finais de Campeonatos do Mundo.
Aquela equipa que esteve perto perto de igualar a geração de ouro de 89 e 91, onde pontificavam estrelas como João Pinto, Luis Figo ou Rui Costa.
A equipa de Nelson Oliveira, que só foi derrotada na final pelo Brasil de Óscar (sim, o do Chelsea).
Essa seleção, a de 2010, não tinha, no entanto, nem 10% do talento da geração de Ouro do Futebol Português, o que tinha era muita disciplina tática, muito espirito de luta, qualidade q.b. (diferente de talento), um Guarda-Redes de excepção (Mika), um trinco fortíssimo (Danilo) e um Ponta de Lança acima da média (Nélson Oliveira).
Foi neste eixo - Guarda-Redes, Meio campo forte, Ponta de lança matador - que assentou todo o jogo desta seleção.
Um jogo algo diferente, até, do ADN tradicional das equipas portuguesas...pouco toque, pouco "rodriguinho", pouca lateralização do jogo, linhas baixas, saídas rápidas e jogo vertical.
Nessa estratégia, Danilo foi um dos destaques.
"Trinco" à antiga, forte fisicamente, muito posicional, imponente e duro.
Nessa selecção, o papel de Danilo era sobretudo o de "destruidor de jogo", recuperar bola e larga-la rapidamente e de forma simples, era a sua missão.
Cumpriu-a exemplarmente nesse mundial e por isso "ganhou" uma passagem para o Parma, equipa da Série A Italiana.
Rezam a crónicas da época que Danilo recusou renovar com o Benfica (clube da formação) e abalou a custo zero para Itália, seduzido por jogar numa liga tão importante.
Como também é habitual nestas transferências de jovens de 20 anos que não são "Ronaldos" e que não têm ainda experiência de 1ª liga - saltam dos Juniores para grandes da Europa - seguiu-se uma travessia no Deserto...em 2 épocas de Parma, poucos minutos de utilização e passagens por emprestimo pela Grécia e Holanda (Roda) antes do regresso a Portugal, apadrinhado pelo Maritimo.
Nesta época no Maritimo (a sua estreia na 1ª liga), Danilo tem mostrado até um pouco mais do que no Mundial que o tornou conhecido...aos traços físicos do "trinco", acrescenta-se agora mais "pézinhos", uma capacidade técnica interessante e alguma capacidade de saída com a bola controlada.
É um jogador interessante, sem dúvida!
Danilo Pereira
Idade: 22 Anos
Posição: Médio Defensivo
Veredicto: Cadente
Danilo é vice-campeão do Mundo de sub-20, fez parte da equipa que em 2010, na Colômbia levou Portugal de volta às finais de Campeonatos do Mundo.
Aquela equipa que esteve perto perto de igualar a geração de ouro de 89 e 91, onde pontificavam estrelas como João Pinto, Luis Figo ou Rui Costa.
A equipa de Nelson Oliveira, que só foi derrotada na final pelo Brasil de Óscar (sim, o do Chelsea).
Essa seleção, a de 2010, não tinha, no entanto, nem 10% do talento da geração de Ouro do Futebol Português, o que tinha era muita disciplina tática, muito espirito de luta, qualidade q.b. (diferente de talento), um Guarda-Redes de excepção (Mika), um trinco fortíssimo (Danilo) e um Ponta de Lança acima da média (Nélson Oliveira).
Foi neste eixo - Guarda-Redes, Meio campo forte, Ponta de lança matador - que assentou todo o jogo desta seleção.
Um jogo algo diferente, até, do ADN tradicional das equipas portuguesas...pouco toque, pouco "rodriguinho", pouca lateralização do jogo, linhas baixas, saídas rápidas e jogo vertical.
Nessa estratégia, Danilo foi um dos destaques.
"Trinco" à antiga, forte fisicamente, muito posicional, imponente e duro.
Nessa selecção, o papel de Danilo era sobretudo o de "destruidor de jogo", recuperar bola e larga-la rapidamente e de forma simples, era a sua missão.
Cumpriu-a exemplarmente nesse mundial e por isso "ganhou" uma passagem para o Parma, equipa da Série A Italiana.
Rezam a crónicas da época que Danilo recusou renovar com o Benfica (clube da formação) e abalou a custo zero para Itália, seduzido por jogar numa liga tão importante.
Como também é habitual nestas transferências de jovens de 20 anos que não são "Ronaldos" e que não têm ainda experiência de 1ª liga - saltam dos Juniores para grandes da Europa - seguiu-se uma travessia no Deserto...em 2 épocas de Parma, poucos minutos de utilização e passagens por emprestimo pela Grécia e Holanda (Roda) antes do regresso a Portugal, apadrinhado pelo Maritimo.
Nesta época no Maritimo (a sua estreia na 1ª liga), Danilo tem mostrado até um pouco mais do que no Mundial que o tornou conhecido...aos traços físicos do "trinco", acrescenta-se agora mais "pézinhos", uma capacidade técnica interessante e alguma capacidade de saída com a bola controlada.
É um jogador interessante, sem dúvida!
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27 de dezembro de 2013
Interlúdio: A Taça da Liga
Os rivais continuam a chamar-lhe a "Taça da Carica" ou "Taça da Cerveja" ou "Taça do Benfica", tentando menorizar uma competição que ainda não venceram e onde o "fosso" para o rival Benfica (tetracampeão) já é significativo.
Costumo dizer que daqui a 20 anos, quando os nossos filhos estiverem que a discutir com os amigos do Sporting e do Porto ouvirão os mesmos argumentos que eu ouvi durante toda a minha juventude:
"O Benfica tem mais campeonatos? Isso é História, passado, o que interessa é hoje em dia!"
Provavelmente também será este o argumento, daqui a 20 anos, sobre a Taça da Liga...os miúdos dessa altura não saberão da história toda...
A Taça da Liga é uma competição que faz todo o sentido, especialmente em países como o nosso que insistem em ter pausas gigantescas entre jornadas (a pausa de Natal que atravessamos é um belo exemplo) e em que o "ritmo" competitivo é baixo...os "tugas" aparecem logo a queixar-se quando há jogos de 3 em 3 dias, porque não estão habituados a treinar com intensidade e rigor e a jogar nos limites.
Em Inglaterra há Taça da Liga, há jogos de 3 em 3 dias e o ritmo do futebol deles é infinitamente superior ao nosso...em Inglaterra há planteis equilibrados e há rotação dos titulares, para aguentar a carga de jogos...aqui, há 14/15 jogadores utilizados e depois uma cambada de "suplentes" que só jogam para a Taça da Liga e vem logo a desculpa: "ah e tal, jogámos com os suplentes"...
Aproxima-se o Clássico Sporting-Porto, para a Taça da Liga e, desconfio que se vai alterar o paradigma, apostaria que ambas as equipas se vão apresentar na máxima força, com pequenas alterações (em nome da tal rotação que só faz é bem).
As razões para a tal mudança de Paradigma? Depende dos casos:
- Sporting - A ausência das competições europeias fez com que o Sporting fosse um dos casos raros de equipas que lutam pelo título nos principais campeonatos da Europa, a jogar "apenas" uma vez por semana. Isso fez com que, a tal "rotação" não fosse tão necessária...ainda assim, habilmente, Jardim tem promovido alguma rotação e competitividade no plantel - nas laterais com Piris a rodar com Cedric e Jefferson algumas vezes, e, sobretudo nos extremos, com 3 - Wilson Eduardo, Capel e Carrillo - a rodar por 2 posições.
O afastamento da Taça de Portugal veio ainda reforçar mais este ponto...a Taça da Liga é, no fundo, mais uma "jornada" semanal, como do campeonato se tratasse, até porque o jogo seguinte (para o campeonato) apenas se jogará no dia 12 de Janeiro (!!)
Aposto por isso na utilização do 11 base, admitindo 2/3 alterações:
- Guarda-Redes - Tratando-se de um jogo de Taça, não será surpreendente a utilização de Marcelo Boeck;
- Defesa - Admito uma de duas alterações na defesa (nunca as 2) - ou Piris volta a rodar com 1 dos laterais ou Dier no lugar de um dos centrais;
- Meio-Campo - Menos provável, dado tratar-se do centro nevrálgico do jogo Sportinguista, eventualmente a hipótese remota de incluir Rinaudo no lugar de William (para premiar um elemento que se diz importante no Balneário e que foi "atropelado" pela revelação do campeonato).
- Ataque - Na frente, nada de novo, Montero seguramente e 2 dos 3 extremos habituais
- Porto - O Porto tem feito "gala" em desprezar a competição...algo que sendo pouco compreensível, se pode admitir/justificar com o facto do Porto estar habitualmente nas 3 frentes principais até ao fim (Campeonato, Taça e Europa) e conquistar títulos. Num ano em que se ganha campeonato e taça acaba por ser pouco relevante a Taça da Liga, admito.
Talvez por isso o Porto de Jesualdo não tenha tido qualquer problema em apresentar-se no último clássico na Taça da Liga contra o Sporting, com uma equipa de Suplentes + jogadores da B (até Josué jogou) e que encaixou 4 do Sporting de Paulo Bento...pouco importou...nesse ano o Porto ganhou campeonato e taça de Portugal.
Nos últimos anos, a situação tem alterado ligeiramente, sobretudo porque os seus treinadores têm sido mais inexperientes, sem títulos ou currículo e por isso, sob maior pressão. Para além disso, os últimos campeonatos têm sido disputados "taco-a-taco" até ao fim, ou seja, com maior incerteza quanto ao vencedor.
Ora, perante o cenário eventual de terminar uma época sem títulos, dificilmente Vitor Pereira ou Paulo Fonseca se arriscariam a "deitar fora" uma Taça da Liga.
Aposto, também por isso, na utilização do 11 base, também com 2/3 alterações:
- Guarda-Redes - Pelas mesmas razões que no Sporting, acredito que o lugar será de Fabiano
- Defesa - Nas laterais não acredito, até porque não há alternativas...eventualmente Mangala à esquerda ou Maicon à direita (se Danilo ou Alex Sandro apresentarem dificuldades físicas);
- Meio-Campo - Seguramente com alterações...no fundo, nada de novo em Paulo Fonseca que continua à procura do trio ideal - Fernando eventualmente descansará (é dos mais utilizados)? Carlos Eduardo parece seguro, Herrera e/ou Defour (nunca os 2) deverá entrar no 11.
- Ataque - Rezam as crónicas que Jackson ainda não chegou das férias de Natal...será que Fonseca terá coragem para lançar Ghillas de inicio? Nas alas o costume - Varela, Licá, Josué - do trio habitual sairão os 2 titulares.
23 de dezembro de 2013
Jornada 14 - Feliz Natal?
E eis que chegados ao Natal o topo da classificação da 1ª Liga está ao rubro! Tudo empatado, com 33 pontos.
No que toca aos "crónicos" candidatos - Benfica e Porto - nada de muito diferente em relação ao ano passado.
Também em 2012 terminaram o ano empatados um com o outro e no topo da classificação, registando na altura mais 3 pontos do que este ano.
A grande diferença está no confronto direto, no ano passado já tinham jogado entre si (empate), este ano ainda não jogaram.
É por isso evidente, como primeira conclusão, que estão ambos mais fracos do que no ano passado, a diferença é pequena (em termos pontuais), mas existe.
É no Sporting, no entanto, que se registam diferenças significativas. Mais 18 pontos que no ano passado, mais 7 vitórias (!!) e menos 4 derrotas.
Estamos, portanto, perante um dado novo...há mais um candidato ao título e em sobre-rendimento!
Apesar de terem todos os mesmos pontos, o estado de espirito com que chegam à época Natalícia não é igual em todas as equipas:
O Sporting que se esperava hipermotivado pela excelente 1ª parte da época, chega ao Natal tenso e de "cabeça perdida" depois de um empate frente ao Nacional, com que não contava.
Na mente daquele Grupo perspetivava-se, certamente, uma liderança isolada pelo Natal e reforçada em Janeiro aquando do confronto direto entre Benfica e Porto. Terá sido esse o grande enfoque do trabalho psicológico, de motivação e mentalização da equipa técnica junto do Plantel...trabalhar para esse objetivo intercalar de chegar ao Natal isolado...
Mal comparado, lembrei-me da "festa" do Benfica na época passada na Madeira, depois do jogo com o Marítimo. Ganhar na Madeira foi visto como fator decisivo para chegar ao Dragão isolado na frente, foi esse o enfoque psicológico e de mentalização do grupo, de tal forma que, atingido o objetivo, o grupo descomprimiu (como normalmente acontece, quando atingimos um objetivo no qual nos focamos durante semanas/meses) e acabou por comprometer o titulo na jornada seguinte em casa com o Estoril.
O "descontrolo" emocional dos jogadores do Sporting no final do jogo, quando se viraram ao árbitro de forma desproporcionada face ao que aconteceu em campo, as declarações "fora de tom" (do seu tom habitual) de Leonardo Jardim na sala de Imprensa e a intervenção com "artilharia pesada" de Bruno de Carvalho indiciam exatamente isso...frustração por não terem atingido um objetivo para o qual estavam muito focados, empenhados e convictos de que o atingiriam...
Mais uma vez, se nos lembrarmos do fatídico jogo do Benfica com o Estoril na época passada...verificamos que também nesse jogo se assistiram a reações semelhantes e atitudes de desespero (lembram-se da expulsão de Carlos Martins?) por parte de um grupo de jogadores que sentiu que o objetivo estava a "fugir".
A pausa natalícia cai, portanto, "que nem ginjas" para o Sporting...tem tempo de descansar, acalmar ânimos e "refocar".
O Porto, por seu lado, chega ao Natal em "altas"...a subir de rendimento, com goleada e com um "novo Deco" a tomar conta do meio-campo. Moral elevada para a deslocação à Luz e a consciência que uma vitória no campo do rival os pode fazer descolar novamente rumo ao título...há no entanto outros indicadores de alguma instabilidade no Grupo, nomeadamente jogadores insatisfeitos, pedidos para sair, etc... (sobre este tema, num outro post).
Já para o Benfica, é um Natal com "mixed feelings"...se por um lado comanda a liga, colado aos rivais e, portanto, na luta pelo título, por outro continua sem convencer na maioria dos jogos.
Se é verdade que se mantem nas 4 frentes (Campeonato, Taças e Europa), continua a suscitar dúvidas, descrença e pouca confiança nos seus adeptos...e no pós-Natal enfrenta o Porto num jogo capaz de libertar "fantasmas" antigos.
Cá estaremos em Janeiro para perceber quem teve o Natal mais feliz!
Boas festas!
17 de dezembro de 2013
A Jornada 13 - O Azar de Artur e a confirmação de um candidato ao título.
Numa Jornada em que os 3 grandes cumpriram a sua obrigação enão teve grandes surpresas nos restantes jogos, o principal destaque vai para dois acontecimentos relacionados com Sporting e Benfica.
O Sporting confirmou esta jornada que é efetivamente candidato ao título, já não há volta a dar.
Está "dentro" da luta e por isso é tempo de pararem as especulações jornalísticas e as insistentes perguntas a Jardim e ao Presidente sobre o tema. É candidato, e não se fala mais nisso!
Quando uma equipa, a jogar em casa contra uma equipa que subiu de divisão, ao fim de 30 minutos de jogo não fez ainda uma única jogada de perigo e tem apenas um "remate" à baliza (um calcanhar aéreo de Capel, à figura do Guarda-Redes adversário) e mesmo assim continua a ser apoiada incessantemente pelos adeptos, num estádio praticamente cheiro, isso é "estado de graça", isso é "crença", isso é ter a força de um candidato.
Estes mesmos 30 minutos, com Vercauteren na época passada, dariam direito a assobios, com "eco", num estádio "às moscas"...a equipa nervosa, com a bola a queimar e em risco eminente de perder...
Este ano não, mesmo sem jogar bem, a equipa continuou "calma", a tentar (sem grande sucesso) fazer o seu jogo, explorando as subidas dos laterais, com as movimentações treinadas e esperando pela melhor oportunidade e sempre com grande apoio das bancadas.
E a oportunidade surgiu sob a forma de um "penalty", daqueles que só se costumam ver lá para os lados do Douro (outro sinal que é candidato ao título), que veio "desbloquear" o jogo e embalar a equipa para mais uma vitória "robusta".
No Algarve, o Benfica cumpriu e ganhou num jogo "estranho" contra uma equipa também ela "estranha".
A Olhanense é um conjunto de (bons) jogadores que foram "despejados" em Olhão, sem perceberem muito bem o que lhes aconteceu.
Neste grupo invulgar há jogadores das nacionalidades mais estranhas, há Internacionais A nos seus países, há internacionais jovens portugueses e há até italianos que eram titulares em equipas da Serie A no inicio da época (!!)...há tudo isto e, ao mesmo tempo, há uma equipa "desarranjada", mal organizada e frágil.
Sim, é verdade que marcaram 2 golos, mas foram "oferecidos" pelo Benfica.
Por mais estranho que possa parecer, este foi daqueles jogos em que não tive grandes dúvidas que o Benfica ia ganhar.
A facilidade a que se assistia, em "romper" no espaço entre linhas da Olhanense (Rodrigo na 1ª parte fartou-se de o fazer), o espaço frontal aberto para Matic jogar à vontade (que deu no 2º golo), as diagonais interiores dos Alas do Benfica, sem oposição (Ivan, Gaitan e Sulejmani no 3º golo) eram indícios de que o Benfica, desde que acelerasse o jogo, não teria grandes dificuldades em chegar à zona de decisão...depois tudo dependeria da eficácia.
E a eficácia não foi nada má, 3º golo a chegar cedo na 2ª parte e, depois disso, não houve mais jogo.
Até que...Artur numa saída imprudente e tecnicamente fraca, se lesiona...
Este azar de Artur, pode ter sido a sorte do Benfica. Sobre isso, noutro post.
No Porto, Fonseca descobriu Carlos Eduardo e percebeu que o "triangulo invertido" com Fernando na posição 6 e Lucho + 1 à sua frente é a solução mais equilibrada para a equipa.
E com isso ganhou com relativa facilidade.
Acho que a melhor solução para esse lugar ao lado de Lucho é Josué, mas Carlos Eduardo (na versão mais agressiva - à Porto - e não na versão "molenga" do Estoril) pode ser uma opção interessante.
As comparações valem o que valem, mas olhando para este Carlos Eduardo, com 24 anos, lembro-me de Deco quando chegou ao Porto. Técnica e qualidade inegáveis, ritmo muito "brasileiro" e "dengoso" e muito pouca agressividade sem bola...Deco também era assim.
Depois de ganhar ritmo europeu, Deco foi o fenómeno que foi...Carlos Eduardo pode seguir-lhe as pisadas, se estiver disposto a trabalhar e melhorar esses aspetos (ao que parece está...).
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A sorte disfarçada de azar.
Há muito que se percebia (desde meados da época passada) que Artur não estava bem...
Problemas pessoais no final da época passada (soube-se depois), aliados a um mau momento de forma (até fisicamente) e alguns golos sofridos "duvidosos", só têm contribuído para reforçar essa ideia de que Artur não está bem, e para amplificar a intranquilidade defensiva da equipa.
A Jesus reconhecem-se muitas qualidades, mas "coragem" no que toca a decisões drásticas, não é uma delas.
Raramente mexe no Guarda-Redes (mesmo na Taça e Taça da Liga, só coloca o suplente nas primeiras eliminatórias contra equipas amadoras). Mesmo quando esse Guarda-Redes se chama Roberto e os frangos se acumulam jornada após jornada, Jesus não mexe.
E quando mexe (lembram-se quando colocou Roberto no banco e Julio César a titular?) as coisas correm mal.
Jesus, também raramente mexe nos Centrais (só mesmo obrigado por castigo ou lesões)...
...são as suas "vacas" sagradas.
O episódio da lesão de Artur fez-me lembrar Trapattoni, esse grande e experiente treinador que passou pelo Benfica e que um dia, após uma derrota por 4 no Restelo (mais ou menos a meio da época), resolveu trocar o Guarda-Redes.
Na jornada seguinte, tirou Moreira e colocou Quim.
A boa imprensa de que sempre gozou Moreira (que nunca passou de um guarda-redes medíocre) insurgiu-se de imediato, acusando o técnico Italiano de estar à procura de um "bode expiatório" para justificar uma derrota pesada.
O facto de Moreira ser um "menino" da formação do clube, querido da massa adepta do Benfica, tornou ainda mais difícil e contestada a decisão.
Mas não foi por isso que a "velha raposa" mudou de ideias ou cedeu à pressão, Moreira deu lugar a Quim e a equipa melhorou...acabando por ser campeã.
Não está em causa a responsabilidade de Moreira (não teve "culpa" em nenhum dos 4 golos sofridos no Restelo nessa jornada negra). Também ninguém acredita que a simples mudança de um Guarda-Redes "transfigure" completamente uma equipa...um jogador não faz uma equipa sozinho, muito menos um guarda-redes.
Tratou-se de uma mudança técnica (Quim era melhor que Moreira), mas, sobretudo, psicológica.
O Guarda-Redes é determinante não só pelo que defende, mas também pelo que transmite à equipa.
Ter Preud'Homme ou Schmeichel (que também davam frangos, em especial o Dinamarquês) na equipa não é igual a ter Moreira, ou Tiago, desculpem!
Ter um GRANDE guarda-redes atrás, dá confiança à equipa.
Ter um guarda-redes que salva a equipa com uma grande defesa, quando um colega faz asneira e perde a bola à entrada da área ou quando um avançado falha um penalty e o jogo termina com uma vitória por 1-0 é diferente do que sentir a pressão de saber que uma falha de marcação ou um erro individual na defesa, vai dar golo "quase" certo ao adversário.
Ter um GRANDE guarda-redes atrás, transmite a uma defesa a sensação de que é imbativel, os defesas sentem que o adversário não passará, mas, se passar, o "Redes" está lá para segurar!
Um GRANDE Guarda-Redes não se vê só pelo que defende...vê-se pela postura que assume na baliza, pela forma como atemoriza (ou não) o adversário, como sai dos postes, como "ocupa" o espaço, como comunica com os defesas...
...mesmo sem ter tido culpa nos golos, vejam novamente o vídeo de Moreira e reparem como ele se "sai" e se "atira" desesperado às bolas...e como reclama com os colegas depois de cada golo...(dá para perceber o que quero dizer?).
Não acho que Artur seja mau...acho que valeu pontos e estabilizou a baliza do Benfica depois do "fenómeno" Roberto, mas também acho, sinceramente, que está abatido, desmoralizado, apático, descrente...e também acho que tudo isso é evidente (na sua linguagem corporal) dentro do campo, para os adversários e para os colegas de equipa!
Porque é visível na sua linguagem corpora, Artur, neste momento, é um moralizador para o adversário. Para os "Jeffersons" da vida acreditarem que podem marcar golo na Luz, num livre lateral, e para os "Kelvins" acreditarem que podem ser heróis num pontapé do meio da rua!
Artur neste momento é um "desmoralizador" para a sua defesa, para os "Silvios" que sabem que por terem falhado um passe já estão a perder...e para os "Garays" que sentem que se não chegarem àquela bola cruzada que se aproxima, só a vão voltar ver no fundo das redes...
Na falta de coragem de JJ, acho que o azar de Artur, que abriu a porta a Oblak, pode ser o turning point da equipa, como foi a troca corajosa de Moreira por Quim, depois da derrota no Restelo, no ano do titulo de Trapatonni.
Problemas pessoais no final da época passada (soube-se depois), aliados a um mau momento de forma (até fisicamente) e alguns golos sofridos "duvidosos", só têm contribuído para reforçar essa ideia de que Artur não está bem, e para amplificar a intranquilidade defensiva da equipa.
A Jesus reconhecem-se muitas qualidades, mas "coragem" no que toca a decisões drásticas, não é uma delas.
Raramente mexe no Guarda-Redes (mesmo na Taça e Taça da Liga, só coloca o suplente nas primeiras eliminatórias contra equipas amadoras). Mesmo quando esse Guarda-Redes se chama Roberto e os frangos se acumulam jornada após jornada, Jesus não mexe.
E quando mexe (lembram-se quando colocou Roberto no banco e Julio César a titular?) as coisas correm mal.
Jesus, também raramente mexe nos Centrais (só mesmo obrigado por castigo ou lesões)...
...são as suas "vacas" sagradas.
O episódio da lesão de Artur fez-me lembrar Trapattoni, esse grande e experiente treinador que passou pelo Benfica e que um dia, após uma derrota por 4 no Restelo (mais ou menos a meio da época), resolveu trocar o Guarda-Redes.
Na jornada seguinte, tirou Moreira e colocou Quim.
A boa imprensa de que sempre gozou Moreira (que nunca passou de um guarda-redes medíocre) insurgiu-se de imediato, acusando o técnico Italiano de estar à procura de um "bode expiatório" para justificar uma derrota pesada.
O facto de Moreira ser um "menino" da formação do clube, querido da massa adepta do Benfica, tornou ainda mais difícil e contestada a decisão.
Mas não foi por isso que a "velha raposa" mudou de ideias ou cedeu à pressão, Moreira deu lugar a Quim e a equipa melhorou...acabando por ser campeã.
Não está em causa a responsabilidade de Moreira (não teve "culpa" em nenhum dos 4 golos sofridos no Restelo nessa jornada negra). Também ninguém acredita que a simples mudança de um Guarda-Redes "transfigure" completamente uma equipa...um jogador não faz uma equipa sozinho, muito menos um guarda-redes.
Tratou-se de uma mudança técnica (Quim era melhor que Moreira), mas, sobretudo, psicológica.
O Guarda-Redes é determinante não só pelo que defende, mas também pelo que transmite à equipa.
Ter Preud'Homme ou Schmeichel (que também davam frangos, em especial o Dinamarquês) na equipa não é igual a ter Moreira, ou Tiago, desculpem!
Ter um GRANDE guarda-redes atrás, dá confiança à equipa.
Ter um guarda-redes que salva a equipa com uma grande defesa, quando um colega faz asneira e perde a bola à entrada da área ou quando um avançado falha um penalty e o jogo termina com uma vitória por 1-0 é diferente do que sentir a pressão de saber que uma falha de marcação ou um erro individual na defesa, vai dar golo "quase" certo ao adversário.
Ter um GRANDE guarda-redes atrás, transmite a uma defesa a sensação de que é imbativel, os defesas sentem que o adversário não passará, mas, se passar, o "Redes" está lá para segurar!
Um GRANDE Guarda-Redes não se vê só pelo que defende...vê-se pela postura que assume na baliza, pela forma como atemoriza (ou não) o adversário, como sai dos postes, como "ocupa" o espaço, como comunica com os defesas...
...mesmo sem ter tido culpa nos golos, vejam novamente o vídeo de Moreira e reparem como ele se "sai" e se "atira" desesperado às bolas...e como reclama com os colegas depois de cada golo...(dá para perceber o que quero dizer?).
Não acho que Artur seja mau...acho que valeu pontos e estabilizou a baliza do Benfica depois do "fenómeno" Roberto, mas também acho, sinceramente, que está abatido, desmoralizado, apático, descrente...e também acho que tudo isso é evidente (na sua linguagem corporal) dentro do campo, para os adversários e para os colegas de equipa!
Porque é visível na sua linguagem corpora, Artur, neste momento, é um moralizador para o adversário. Para os "Jeffersons" da vida acreditarem que podem marcar golo na Luz, num livre lateral, e para os "Kelvins" acreditarem que podem ser heróis num pontapé do meio da rua!
Artur neste momento é um "desmoralizador" para a sua defesa, para os "Silvios" que sabem que por terem falhado um passe já estão a perder...e para os "Garays" que sentem que se não chegarem àquela bola cruzada que se aproxima, só a vão voltar ver no fundo das redes...
Na falta de coragem de JJ, acho que o azar de Artur, que abriu a porta a Oblak, pode ser o turning point da equipa, como foi a troca corajosa de Moreira por Quim, depois da derrota no Restelo, no ano do titulo de Trapatonni.
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3 de dezembro de 2013
A Jornada 11 - Não vi...BOLAS!!
Lamentavelmente não assisti a um único (nem o do meu Benfica) jogo da Jornada 11, nem um para amostra!!
Por isso, a habitual crónica de análise da Jornada fica um pouco comprometida...
....mas que diabo, se há "paineleiros" que ganham caché para comentar semanalmente a jornada na TV, que também não vêm os jogos e que se limitam a constatar o óbvio e a comentar com base em resumos, porque não o faço eu também??
Cá vai disto:
A jornada 11 desta liga entra definitivamente para a história (bolas, como é que eu perdi isto??).
O Porto perdeu finalmente ao fim de 50 e não sei quantos jogos (abro uma aparte apenas para dizer que este record é obra, são quase 2 campeonatos inteirinhos sem perder...de facto, impressionante) o que denota/reforça a ideia de crise lá para os lados do Dragão.
Se antes quando se "acenava" com o cenário de crise, o Porto respondia com o facto de se manter na liderança, agora, já nem esse argumento serve para justificar a palidez exibicional deste Dragão.
O Porto está a jogar mal, o plano de jogo não funciona e a liderança parece que não está a conseguir passar a mensagem.
E o pior é que para além do Plano A não funcionar, não há plano B (como já aqui tinha alertado).
Claro que já se apontam uma série de defeitos a Paulo Fonseca (o treinador é sempre o culpado), não será certamente tudo culpa dele, mas, a ausência de um Plano B, de uma tática/dinâmica alternativa, de processos ofensivos diferentes e não repetitivos é seguramente responsabilidade de um treinador.
Quanto ao jogo (ao resumo) do Académica-Porto, quero dizer apenas que serviu uma vez mais para confirmar uma teoria que já tenho há muito tempo (talvez um dia mereça um post só para o tema):
Os árbitros Portugueses são incompetentes!
Não gosto de embarcar em histórias de corrupções, frutas, apitos, etc, porque não tenho provas que existam esses fenómenos.
Mas tenho provas (observação de erros inacreditáveis jornada a jornada) que os árbitros são incompetentes, que são tecnicamente fracos, que a maioria deles nunca jogou à bola e por isso não percebem as dinâmicas e os contactos que ocorrem num jogo de futebol, porque a formação de árbitros em Portugal é uma comédia, porque são amadores mas têm salários de profissional (excepto o "grupinho" que agora se tornou "profissional"), porque estão mal preparados fisicamente e psicologicamente (e por isso cedem à pressão dos mais fortes), porque se apoiam nos "padrinhos" para subir de divisão e/ou chegar a internacional e ganhar mais dinheirinho...porque não há um sistema meritocrático na arbitragem.
Tal como na politica chegam lá (a deputados, ministros, etc) os que fazem carreira nas "Jotas" e no "aparelho" dos partidos, também os árbitros que chegam à 1ª divisão são os do "sistema" e não necessariamente os melhores.
Adiante.
Benfica e Sporting passaram para a frente (acho ridícula a "discussão" sobre quem vai mesmo em 1º lugar - é discussão de pequenino e só deve fazer rir os rivais do Porto) e o campeonato está definitivamente emocionante!
Foram ambos competentes nos seus jogos, ganharam sem grande discussão, não cederam à pressão e lá estão agora aos comandos da liga. Vamos ver quem tem mais estofo para aguentar a outra "pressão", a de estar à frente.
Destaque para o Braga, que tem finalmente um resultado digno de 4º grande e que será "ponto de viragem" no seu campeonato - já aqui tinha previsto que esse dia estava para breve. Tenho muita curiosidade o que vai dar o Porto-Braga da próxima jornada...
E nota final para o Vitória S.C. que no duelo de Europeus conseguiu uma fantástica vitória no campo do Estoril e para José Couceiro que insiste em desmentir-me (augurei uma passagem negra por Setubal para este "pseudo" treinador) e continua sem perder, desde que assumiu o cargo.
Qualquer dia vai obrigar-me a escrever um Post só sobre isso e ter que me retratar publicamente!
Por isso, a habitual crónica de análise da Jornada fica um pouco comprometida...
....mas que diabo, se há "paineleiros" que ganham caché para comentar semanalmente a jornada na TV, que também não vêm os jogos e que se limitam a constatar o óbvio e a comentar com base em resumos, porque não o faço eu também??
Cá vai disto:
A jornada 11 desta liga entra definitivamente para a história (bolas, como é que eu perdi isto??).
O Porto perdeu finalmente ao fim de 50 e não sei quantos jogos (abro uma aparte apenas para dizer que este record é obra, são quase 2 campeonatos inteirinhos sem perder...de facto, impressionante) o que denota/reforça a ideia de crise lá para os lados do Dragão.
Se antes quando se "acenava" com o cenário de crise, o Porto respondia com o facto de se manter na liderança, agora, já nem esse argumento serve para justificar a palidez exibicional deste Dragão.
O Porto está a jogar mal, o plano de jogo não funciona e a liderança parece que não está a conseguir passar a mensagem.
E o pior é que para além do Plano A não funcionar, não há plano B (como já aqui tinha alertado).
Claro que já se apontam uma série de defeitos a Paulo Fonseca (o treinador é sempre o culpado), não será certamente tudo culpa dele, mas, a ausência de um Plano B, de uma tática/dinâmica alternativa, de processos ofensivos diferentes e não repetitivos é seguramente responsabilidade de um treinador.
Quanto ao jogo (ao resumo) do Académica-Porto, quero dizer apenas que serviu uma vez mais para confirmar uma teoria que já tenho há muito tempo (talvez um dia mereça um post só para o tema):
Os árbitros Portugueses são incompetentes!
Não gosto de embarcar em histórias de corrupções, frutas, apitos, etc, porque não tenho provas que existam esses fenómenos.
Mas tenho provas (observação de erros inacreditáveis jornada a jornada) que os árbitros são incompetentes, que são tecnicamente fracos, que a maioria deles nunca jogou à bola e por isso não percebem as dinâmicas e os contactos que ocorrem num jogo de futebol, porque a formação de árbitros em Portugal é uma comédia, porque são amadores mas têm salários de profissional (excepto o "grupinho" que agora se tornou "profissional"), porque estão mal preparados fisicamente e psicologicamente (e por isso cedem à pressão dos mais fortes), porque se apoiam nos "padrinhos" para subir de divisão e/ou chegar a internacional e ganhar mais dinheirinho...porque não há um sistema meritocrático na arbitragem.
Tal como na politica chegam lá (a deputados, ministros, etc) os que fazem carreira nas "Jotas" e no "aparelho" dos partidos, também os árbitros que chegam à 1ª divisão são os do "sistema" e não necessariamente os melhores.
Adiante.
Benfica e Sporting passaram para a frente (acho ridícula a "discussão" sobre quem vai mesmo em 1º lugar - é discussão de pequenino e só deve fazer rir os rivais do Porto) e o campeonato está definitivamente emocionante!
Foram ambos competentes nos seus jogos, ganharam sem grande discussão, não cederam à pressão e lá estão agora aos comandos da liga. Vamos ver quem tem mais estofo para aguentar a outra "pressão", a de estar à frente.
Destaque para o Braga, que tem finalmente um resultado digno de 4º grande e que será "ponto de viragem" no seu campeonato - já aqui tinha previsto que esse dia estava para breve. Tenho muita curiosidade o que vai dar o Porto-Braga da próxima jornada...
E nota final para o Vitória S.C. que no duelo de Europeus conseguiu uma fantástica vitória no campo do Estoril e para José Couceiro que insiste em desmentir-me (augurei uma passagem negra por Setubal para este "pseudo" treinador) e continua sem perder, desde que assumiu o cargo.
Qualquer dia vai obrigar-me a escrever um Post só sobre isso e ter que me retratar publicamente!
28 de novembro de 2013
Já chega de "fim de ciclo"?
O final da época passada foi, para os Benfiquistas, um dos fenómenos mais traumáticos das nossas vidas de adeptos do clube.
Vejo o Benfica, vibro e sofro por este clube desde 1988 (a primeira "memória" futebolística que tenho é o penalty do Veloso na final da "Champions" com o PSV).
Sou portanto um Benfiquista da geração da hegemonia do Porto, não conheci o Benfica dominador que ganhava tudo mas não foi por isso que a minha paixão pelo clube diminuiu.
Mesmo fora da época dourada vi neste clube jogadores e equipas fantásticas, vi alguns títulos nacionais e vi 3 finais Europeias, 2 na "Champions", todas perdidas.
Vi jogadores de TOP Mundial, vi o melhor Guarda-Redes do mundo de todos os tempos, vi o record de espectadores num jogo em Portugal, vi os 6-3 em Alvalade, vi o "velho" 3º anel e o novo Estádio da Luz, enfim..
Também vi equipas miseráveis, jogadores que nem no Farense deviam jogar, treinadores estrangeiros que traziam contentores de jogadores com eles e não percebiam nada do futebol português, vi um ex-presidente ser preso e outros fenómenos tristes.
Sob o ponto de vista desportivo (apenas no Futebol) houve episódios bem mais negros (como ficar fora das competições europeias), mas o certo é que a época mais traumática que conheci, como Benfiquista, terá sido a última época. Porque estivemos perto de ganhar tudo, de fazer história...mas não ganhámos nada.
Mas, não façamos confusões, "traumática" não é igual a "desastrosa".
Acho que a época passada do Benfica foi muito boa, podia ter sido Histórica, é verdade, mas não ter ganho nada não fez dela uma época negativa.
Já aqui o escrevi e volto a repetir: Jorge Jesus foi o melhor treinador do Benfica dos últimos 20 anos (para não ir mais longe)!
Haverá treinadores ainda melhores que Jesus, é verdade, mas nos últimos 20 anos não o(s) encontrámos.
Por tudo isto faz-me confusão toda esta conversa do "fim de ciclo" que se instalou no principio de época quando surgiram os primeiros resultados negativos.
Fim de ciclo porquê? Perguntei na altura...
Agora, que de repente já estamos a 1 ponto do 1º, no campeonato, a conversa diminuiu, mas não desapareceu...isso é que é grave. Continuam a existir adeptos que em vez de apoiar estão à espera da próxima falha para voltar à carga.
Para esses, peço que imaginem o seguinte cenário:
- Imaginem que o Porto é eliminado na Taça da Liga pelo Sporting (como estão no mesmo Grupo um deles vai saltar fora garantidamente).
- Imaginem que Benfica e Porto seguem em frente na Europa (seja "Champions", seja Liga Europa)
- Imaginem que a diferença pontual no campeonato entre os 3 primeiros se mantém durante mais algumas jornadas...
Pergunto:
- Sabem qual será a única equipa em Portugal que em Março estará (cumprindo-se este cenário) ainda a lutar por TODAS as competições em que participa...mais uma vez?
O Benfica...
Se isto não é sinónimo de competência...não sei...
É certo que "só" chegar lá, não chega, é preciso ganhar.
Mas para ganhar é preciso estar lá no momento das decisões. Estar lá, nas decisões, em TODAS as competições tem que ser algo valorizado.
Veremos como a época evolui e no fim da época se fará a contabilidade dos títulos. Pode ser que nessa altura faça sentido essa "treta" do Fim de Ciclo.
Até lá, não!
Vejo o Benfica, vibro e sofro por este clube desde 1988 (a primeira "memória" futebolística que tenho é o penalty do Veloso na final da "Champions" com o PSV).
Sou portanto um Benfiquista da geração da hegemonia do Porto, não conheci o Benfica dominador que ganhava tudo mas não foi por isso que a minha paixão pelo clube diminuiu.
Mesmo fora da época dourada vi neste clube jogadores e equipas fantásticas, vi alguns títulos nacionais e vi 3 finais Europeias, 2 na "Champions", todas perdidas.
Vi jogadores de TOP Mundial, vi o melhor Guarda-Redes do mundo de todos os tempos, vi o record de espectadores num jogo em Portugal, vi os 6-3 em Alvalade, vi o "velho" 3º anel e o novo Estádio da Luz, enfim..
Também vi equipas miseráveis, jogadores que nem no Farense deviam jogar, treinadores estrangeiros que traziam contentores de jogadores com eles e não percebiam nada do futebol português, vi um ex-presidente ser preso e outros fenómenos tristes.
Sob o ponto de vista desportivo (apenas no Futebol) houve episódios bem mais negros (como ficar fora das competições europeias), mas o certo é que a época mais traumática que conheci, como Benfiquista, terá sido a última época. Porque estivemos perto de ganhar tudo, de fazer história...mas não ganhámos nada.
Mas, não façamos confusões, "traumática" não é igual a "desastrosa".
Acho que a época passada do Benfica foi muito boa, podia ter sido Histórica, é verdade, mas não ter ganho nada não fez dela uma época negativa.
Já aqui o escrevi e volto a repetir: Jorge Jesus foi o melhor treinador do Benfica dos últimos 20 anos (para não ir mais longe)!
Haverá treinadores ainda melhores que Jesus, é verdade, mas nos últimos 20 anos não o(s) encontrámos.
Por tudo isto faz-me confusão toda esta conversa do "fim de ciclo" que se instalou no principio de época quando surgiram os primeiros resultados negativos.
Fim de ciclo porquê? Perguntei na altura...
Agora, que de repente já estamos a 1 ponto do 1º, no campeonato, a conversa diminuiu, mas não desapareceu...isso é que é grave. Continuam a existir adeptos que em vez de apoiar estão à espera da próxima falha para voltar à carga.
Para esses, peço que imaginem o seguinte cenário:
- Imaginem que o Porto é eliminado na Taça da Liga pelo Sporting (como estão no mesmo Grupo um deles vai saltar fora garantidamente).
- Imaginem que Benfica e Porto seguem em frente na Europa (seja "Champions", seja Liga Europa)
- Imaginem que a diferença pontual no campeonato entre os 3 primeiros se mantém durante mais algumas jornadas...
Pergunto:
- Sabem qual será a única equipa em Portugal que em Março estará (cumprindo-se este cenário) ainda a lutar por TODAS as competições em que participa...mais uma vez?
O Benfica...
Se isto não é sinónimo de competência...não sei...
É certo que "só" chegar lá, não chega, é preciso ganhar.
Mas para ganhar é preciso estar lá no momento das decisões. Estar lá, nas decisões, em TODAS as competições tem que ser algo valorizado.
Veremos como a época evolui e no fim da época se fará a contabilidade dos títulos. Pode ser que nessa altura faça sentido essa "treta" do Fim de Ciclo.
Até lá, não!
26 de novembro de 2013
A Jornada 10 - Cheira a Lisboa!
Jorge Jesus e Leonardo Jardim, de braço dado, entoando a canção "Cheira bem, cheira a Lisboa", com "back vocals" de Marco Silva podia bem ser a imagem do rescaldo da jornada 10.
Cumprido o 1º terço do campeonato, os rivais de Lisboa saem da 10ª Jornada juntinhos, na perseguição ao líder F.C. Porto, e cada vez mais "coladinhos".
Um ponto a separar 1º e 3ºs classificados é um excelente agoiro para o resto de campeonato, que promete ser um dos mais disputados dos últimos anos.
O Porto em 2 jornadas "desbaratou" 4 pontos de vantagem, algo raro para aqueles lados.
O Benfica que arrancou em falso, enfrentava já a pressão de partir atrás e o descrédito dos seus adeptos que já olhavam para a próxima época e para os possíveis sucessores de JJ, está de "volta" à corrida.
O Sporting, sempre a correr por fora, lá se vai aguentando jornada após jornada, contrariando os críticos que todas as semanas prevêm a "escorregadela" da equipa.
Ironia das ironias é que é o "outsider" que está agora melhor posicionado. Está em 2º lugar, é certo, mas já "despachou" os 2 jogos grandes da 1ª volta, enquanto Porto e Benfica ainda têm que jogar entre si.
Esta curiosa conjugação aritmética e de calendário poderá dar como resultado... O Sporting campeão de Inverno!
Nesta Jornada 10, os papeis inverteram-se. O Benfica e o Sporting conseguiram vitórias "à Porto", daquelas que mesmo sem justificar e sem jogar muito lá acabam por aparecer com golos "caidos do Céu". O Porto comportou-se "à Sporting" e "à Benfica" com oportunidades desperdiçadas e tremideiras pouco habituais nos minutos finais.
É certo que Porto continua na liderança, mas convenhamos, sob o ponto de vista psicológico a situação é mais desconfortável para os adeptos do Porto e a pressão é muito maior sobre os seus jogadores. Perderam 4 pontos em 2 jogos, deixaram reaproximar os rivais e pior...parecem uma equipa sem ideias.
Ao contrário do Sporting (Leonardo Jardim convence-me cada vez mais), o Porto não tem um plano B, um plano de jogo alternativo, entenda-se.
Esta situação já não vem de hoje, com Vitor Pereira já era assim (basta lembrar a pouca utilização de Liedson), mas apesar de tudo, o Vitor tinha qualidade que o Fonseca não tem (Moutinho, James, os próprios Atsu e Djalma) e um "abono de familia" que não pode durar sempre (Kelvin).
O 4-3-3 do Porto assenta, já há muitos anos, num meio-campo lutador e dinâmico e em Extremos "abre-latas" e com golo (normalmente de um lado o "rompedor" que agita o jogo e ganha a linha, do outro o extremo que faz de segundo avançado e marca golos) - Derley, Lisandro Lopez, Hulk, James, são alguns exemplos do 2º tipo.
Hoje o Porto não tem esses extremos, e pior, não tem banco...Varela e Licá são do tipo "rompedor", Quintero pode fazer de James e...não há mais...3 "extremos" para uma época inteira?? Não chega (a não ser que o abono Kelvin volte outra vez na 2ª volta).
Sou como o Jesus, não gosto especialmente do 4-3-3, mas independentemente disso, acho que o Porto devia ter um plano B, com 2 avançados, por exemplo. Ao menos para ser capaz de fazer o que faz o Sporting quando entra Slimani. Ghillas não é pior que Slimani, seguramente!
Quanto ao resto da jornada...já não há palavras para descrever este Estoril e a qualidade de jogo que apresenta e o Vitória de Setubal não perde desde que contratou um candidato a presidente/diretor/sindicalista/faz-tudo para treinador...
O futebol é lindo!!
20 de novembro de 2013
A "outra" Seleção!
Hoje é dia da Seleção.
De festejar com o apuramento para o Mundial do Brasil.
De exultarmos com o Super Ronaldo.
De nos indignarmos com a FIFA e com o Senhor Blatter.
De exigirmos a Bola de Ouro para Tuga.
De gozarmos com o Suecos e com o "melão" do Ibrahimovic.
Mas é também dia de falar da "outra" seleção, a dos "miúdos", os SUB-21 que estão a fazer um percurso discreto (abafados pelo ciclone Ronaldo) mas brilhante.
Esta semana 4º Jogo no apuramento, 4ª vitória. Futebol de ataque - o "sexy football" que já andava desaparecido das Seleções Portuguesas - muitos golos marcados, alguns sofridos também, mas muita competência.
A Seleção de SUB-21 sempre foi uma equipa "estranha" (basta lembrarmo-nos que até José Couceiro já foi selecionador dos sub-21).
Sempre foi uma seleção com talentos, potenciais estrelas, jogadores em afirmação, mas o certo é que nunca teve resultados. Nunca ganhou nada (leia-se Europeus, já que não há Mundiais nesta categoria) e mais estranho ainda, raramente marca presença nesses mesmos Europeus.
Mesmo quando consegue o apuramento, é sempre "de calculadora na mão" e no último segundo.
Muitos são os fatores que explicam este falhanço permanente dos Sub-21, mas o principal é o fator mental.
Normalmente nos Sub-21 (categoria de transição) convivem jogadores em afirmação que já se acham "estrelas" e que jogam já em clubes grandes e em ligas competitivas e que por isso já estão com a cabeça "noutro lado", nos milhões, nos contratos, nos carros e nas miúdas, no seu clube (onde querem brilhar) e na Seleção A. Para esses, os Sub-21 são uma espécie de equipa B e um "injustiça" porque já mereciam era estar nos AA.
Outros estão a atravessar o "deserto" da passagem a sénior/profissional, são bons jogadores, mas não têm oportunidades, estão no Banco de equipas de meio da tabela ou emigraram para campeonatos distantes e pouco competitivos, em busca de dinheiro, estão no dilema se conseguirão ou não fazer carreira, invejam os colegas que já são estrelas.
Desta mistura, normalmente o resultado é mau.
ESTES Sub-21 de Rui Jorge, esta geração específica que iniciou agora o apuramento para o Europeu da categoria é em tudo diferente.
Não têm nenhuma "super-estrela" - a que mais se aproximará dessa categoria será Bruma - a maioria está a afirmar-se lentamente nas equipas B's dos grandes ou em clubes de meio da tabela do campeonato, não há invejas, há sobretudo humildade e empenho.
O grosso deste grupo veio dos sub-20, que fizeram um Mundial abaixo das expectativas no último verão, com uma eliminação "patética" face ao Gana. Desses grupo, com muita qualidade, mas muito mal orientado, veio a "espinha" dorsal - o Guarda-Redes, o lateral direito, os médios, os extremos, o avançado, aos quais se juntaram a revelação do SUB-19 e o mais novo do grupo (Bernardo Silva), a revelação do campeonato principal (William Carvalho) e alguns jogadores mais velhos, mas que ainda cabem nesta categoria (Luis Martins, ex-Benfica é talvez o melhor exemplo).
Mesmo com as perdas de Bruma e William para a Seleção A, o grupo não perdeu qualidade, nem empenho, nem consistência e lá vai ganhando jogo a jogo, com muita qualidade.
No último jogo, esta semana, voltaram a ganhar e bem, num jogo que destacou um "tridente" que é a grande mais valia desta seleção - André Gomes, Bernardo Silva e Ivan Cavaleiro - estes 3 meninos têm grande qualidade, estão em grande momento de forma e, curiosamente, são todos fruto da academia do Seixal e jogadores do Benfica...são prova da alteração de paradigma de que falo há 2 épocas e a que se assiste na formação, embora alguns continuem sem querer ver e a olhar apenas para a Academia de Alcochete.
Já sei que os meus amigos Sportinguistas vão argumentar que os melhores são os que foram para a Seleção A (Bruma e William) e que são da formação do Sporting. Já sei também que os do Porto vão dizer que o Tozé é que é bom...tudo verdade, não nego!
Mas o facto é que, atualmente, os 3 melhores jogadores da equipa de SUB-21 são da formação do Benfica, isto também é inegável!
Vale a pena olhar com atenção para esta seleção, provavelmente fornecerá Bruma e William para o Mundial do Brasil, mas mais do que isso, será a base para o Europeu de 2016...
De festejar com o apuramento para o Mundial do Brasil.
De exultarmos com o Super Ronaldo.
De nos indignarmos com a FIFA e com o Senhor Blatter.
De exigirmos a Bola de Ouro para Tuga.
De gozarmos com o Suecos e com o "melão" do Ibrahimovic.
Mas é também dia de falar da "outra" seleção, a dos "miúdos", os SUB-21 que estão a fazer um percurso discreto (abafados pelo ciclone Ronaldo) mas brilhante.
Esta semana 4º Jogo no apuramento, 4ª vitória. Futebol de ataque - o "sexy football" que já andava desaparecido das Seleções Portuguesas - muitos golos marcados, alguns sofridos também, mas muita competência.
A Seleção de SUB-21 sempre foi uma equipa "estranha" (basta lembrarmo-nos que até José Couceiro já foi selecionador dos sub-21).
Sempre foi uma seleção com talentos, potenciais estrelas, jogadores em afirmação, mas o certo é que nunca teve resultados. Nunca ganhou nada (leia-se Europeus, já que não há Mundiais nesta categoria) e mais estranho ainda, raramente marca presença nesses mesmos Europeus.
Mesmo quando consegue o apuramento, é sempre "de calculadora na mão" e no último segundo.
Muitos são os fatores que explicam este falhanço permanente dos Sub-21, mas o principal é o fator mental.
Normalmente nos Sub-21 (categoria de transição) convivem jogadores em afirmação que já se acham "estrelas" e que jogam já em clubes grandes e em ligas competitivas e que por isso já estão com a cabeça "noutro lado", nos milhões, nos contratos, nos carros e nas miúdas, no seu clube (onde querem brilhar) e na Seleção A. Para esses, os Sub-21 são uma espécie de equipa B e um "injustiça" porque já mereciam era estar nos AA.
Outros estão a atravessar o "deserto" da passagem a sénior/profissional, são bons jogadores, mas não têm oportunidades, estão no Banco de equipas de meio da tabela ou emigraram para campeonatos distantes e pouco competitivos, em busca de dinheiro, estão no dilema se conseguirão ou não fazer carreira, invejam os colegas que já são estrelas.
Desta mistura, normalmente o resultado é mau.
ESTES Sub-21 de Rui Jorge, esta geração específica que iniciou agora o apuramento para o Europeu da categoria é em tudo diferente.
Não têm nenhuma "super-estrela" - a que mais se aproximará dessa categoria será Bruma - a maioria está a afirmar-se lentamente nas equipas B's dos grandes ou em clubes de meio da tabela do campeonato, não há invejas, há sobretudo humildade e empenho.
O grosso deste grupo veio dos sub-20, que fizeram um Mundial abaixo das expectativas no último verão, com uma eliminação "patética" face ao Gana. Desses grupo, com muita qualidade, mas muito mal orientado, veio a "espinha" dorsal - o Guarda-Redes, o lateral direito, os médios, os extremos, o avançado, aos quais se juntaram a revelação do SUB-19 e o mais novo do grupo (Bernardo Silva), a revelação do campeonato principal (William Carvalho) e alguns jogadores mais velhos, mas que ainda cabem nesta categoria (Luis Martins, ex-Benfica é talvez o melhor exemplo).
Mesmo com as perdas de Bruma e William para a Seleção A, o grupo não perdeu qualidade, nem empenho, nem consistência e lá vai ganhando jogo a jogo, com muita qualidade.
No último jogo, esta semana, voltaram a ganhar e bem, num jogo que destacou um "tridente" que é a grande mais valia desta seleção - André Gomes, Bernardo Silva e Ivan Cavaleiro - estes 3 meninos têm grande qualidade, estão em grande momento de forma e, curiosamente, são todos fruto da academia do Seixal e jogadores do Benfica...são prova da alteração de paradigma de que falo há 2 épocas e a que se assiste na formação, embora alguns continuem sem querer ver e a olhar apenas para a Academia de Alcochete.
Já sei que os meus amigos Sportinguistas vão argumentar que os melhores são os que foram para a Seleção A (Bruma e William) e que são da formação do Sporting. Já sei também que os do Porto vão dizer que o Tozé é que é bom...tudo verdade, não nego!
Mas o facto é que, atualmente, os 3 melhores jogadores da equipa de SUB-21 são da formação do Benfica, isto também é inegável!
Vale a pena olhar com atenção para esta seleção, provavelmente fornecerá Bruma e William para o Mundial do Brasil, mas mais do que isso, será a base para o Europeu de 2016...
4 de novembro de 2013
A Jornada 9 - Obra Divina!
Deus e Jesus foram os grandes destaques da 9ª Jornada, uma verdadeira Obra Divina.
A Deus coube o maior destaque (há que respeitar a hierarquia). Com o seu "pequeno" Gil Vicente conseguiu o verdadeiro milagre de terminar a 9ª Jornada em 4º lugar da Liga, a 3 pontos dos Grandes de Lisboa e a 6 da liderança (!!).
Como se previa, o Derby do Minho foi um jogo bem interessante, "mexido" e intenso. O jogo foi decidido com um remate de César Peixoto que teve influência "divina" e os 3 pontos cairam no colo de (João de) Deus graças a um FRANGO monumental do Guarda-Redes Vitoriano.
O Gil Vicente apresentou sinais interessantes - gostei especialmente do ponta de lança Paulinho (um lutador) e o extremo com "ginga" Avto - suportados num meio campo muito competente, onde o "penteadinho" João Vilela é um box-to-box interessante (falta-lhe melhorar finalização) e César Peixoto marca os ritmos da equipa.
O resto é Sangue e Suor, 7 lutadores, organizados, que seguem a voz de Deus e lutam por todas as bolas. Este Gil não é especialmente brilhante (o Estoril e mesmo o Vitória, jogam um futebol mais bonito, por exemplo) mas é eficaz e muito competente.
Depois de Deus...Jesus, vitória tranquila em Coimbra, com alguns momentos de bom futebol (o golo de Markovic é classe pura), permitiram ao Benfica voltar a "respirar" e em 2 jornadas seguidas ganhar pontos aos rivais.
Na semana passada "colou-se" ao Sporting e nesta jornada 9 aproxímou-se do líder. A equipa está a regressar ao "normal", à estrutura e estratégia habituais (com todos os seus defeitos e virtudes) e parece estar a querer "embalar".
Os próximos 2 embates - difícilima deslocação à Grecia e um sempre imprevisível Derby com o Sporting - serão decisivos para embalar em definitivo este Benfica...ou fazer regressar as dúvidas e as criticas.
O Sporting não desarma, e se aqui previ a possibilidade do Sporting escorregar, com o sempre dificil Maritimo, nesta jornada pós-Dragão, é evidente que me enganei.
O empate que tinha previsto não andou longe, é certo, mas a capacidade que a equipa demonstrou quando a perder 2-1 "virou" o jogo, foi surpreendente e superou claramente as minhas expectativas.
Mérito a Jardim que mostra, a cada jornada que passa, ser um treinador competente.
O Porto fez o caminho inverso ao do Sporting, depois de ter visto a concorrência mais longe na jornada passada, não foi capaz de passar em Belém e perdeu a vantagem adquirida.
Ainda assim mantém-se na frente e tomara outros (nomeadamente nós os Benfiquistas) termos "crises" destas e continuarmos na liderança do campeonato!
Nota final para o Braga...parece o titanic a afundar e para o Setúbal que mesmo sem treinador conseguiu uma vitória muito importante (e surpreendente) em casa do Estoril.
A Deus coube o maior destaque (há que respeitar a hierarquia). Com o seu "pequeno" Gil Vicente conseguiu o verdadeiro milagre de terminar a 9ª Jornada em 4º lugar da Liga, a 3 pontos dos Grandes de Lisboa e a 6 da liderança (!!).
Como se previa, o Derby do Minho foi um jogo bem interessante, "mexido" e intenso. O jogo foi decidido com um remate de César Peixoto que teve influência "divina" e os 3 pontos cairam no colo de (João de) Deus graças a um FRANGO monumental do Guarda-Redes Vitoriano.
O Gil Vicente apresentou sinais interessantes - gostei especialmente do ponta de lança Paulinho (um lutador) e o extremo com "ginga" Avto - suportados num meio campo muito competente, onde o "penteadinho" João Vilela é um box-to-box interessante (falta-lhe melhorar finalização) e César Peixoto marca os ritmos da equipa.
O resto é Sangue e Suor, 7 lutadores, organizados, que seguem a voz de Deus e lutam por todas as bolas. Este Gil não é especialmente brilhante (o Estoril e mesmo o Vitória, jogam um futebol mais bonito, por exemplo) mas é eficaz e muito competente.
Depois de Deus...Jesus, vitória tranquila em Coimbra, com alguns momentos de bom futebol (o golo de Markovic é classe pura), permitiram ao Benfica voltar a "respirar" e em 2 jornadas seguidas ganhar pontos aos rivais.
Na semana passada "colou-se" ao Sporting e nesta jornada 9 aproxímou-se do líder. A equipa está a regressar ao "normal", à estrutura e estratégia habituais (com todos os seus defeitos e virtudes) e parece estar a querer "embalar".
Os próximos 2 embates - difícilima deslocação à Grecia e um sempre imprevisível Derby com o Sporting - serão decisivos para embalar em definitivo este Benfica...ou fazer regressar as dúvidas e as criticas.
O Sporting não desarma, e se aqui previ a possibilidade do Sporting escorregar, com o sempre dificil Maritimo, nesta jornada pós-Dragão, é evidente que me enganei.
O empate que tinha previsto não andou longe, é certo, mas a capacidade que a equipa demonstrou quando a perder 2-1 "virou" o jogo, foi surpreendente e superou claramente as minhas expectativas.
Mérito a Jardim que mostra, a cada jornada que passa, ser um treinador competente.
O Porto fez o caminho inverso ao do Sporting, depois de ter visto a concorrência mais longe na jornada passada, não foi capaz de passar em Belém e perdeu a vantagem adquirida.
Ainda assim mantém-se na frente e tomara outros (nomeadamente nós os Benfiquistas) termos "crises" destas e continuarmos na liderança do campeonato!
Nota final para o Braga...parece o titanic a afundar e para o Setúbal que mesmo sem treinador conseguiu uma vitória muito importante (e surpreendente) em casa do Estoril.
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2 de novembro de 2013
O Homem do Tiki-Taka encarnado
A propósito do genial golo de Markovic (já vos disse que o homem não é extremo?) contra a Académica, venho falar-vos de outro jogador. Mais discreto, mais tranquilo, menos exuberante, mas também com uma grande classe.
Falo-vos do "improvável" Ruben Amorim. O Ruben não é consensual entre os benfiquistas, diria que é indiferente para a maioria, bom jogador para outros e péssimo para os restantes.
Para mim é um BOM jogador, muito inteligente e útil. É alternativa (a mais credível) a Enzo e é um jogador para a posição 8, muito interessante!
A propósito, Aproveito já para dizer que Amorim não é 6, não é lateral direito, nem interior direito...ok Jesus??
Para mim Amorim é o 12º jogador neste plantel, aquele que é (deve ser) normalmente a primeira opção a sair do banco, aquele em que o treinador confia, em qualquer situação. Ruben Amorim sabe o que faz dentro do campo, ocupa bem os espaços, posiciona-se bem, recupera bolas, tem uma ótima eficácia no passe curto, uma razoável qualidade no passe longo, boa visão de jogo e às vezes até finaliza. É um médio centro completo, portanto.
O passe milimétrico de ontem para Markovic (já vos disse que o homem não é extremo?) é prova disso mesmo, boa visão de jogo e bom passe.
Nos últimos 2 jogos vi o Ruben entrar em campo para assegurar posse de bola e para "segurar" o jogo, controlando-o. Não foi portanto uma substituição defensiva, mesmo tirando um avançado.
"Meter" o Ruben, não é o mesmo que "meter" o Roderick, como tantas vezes no ano passado, ou o Fejsa. Meter o Ruben é reforçar o triangulo do meio-campo dando-lhe mais qualidade em posse e a capacidade de controlar os ritmos de jogo e assegurar a posse de bola.
Juntar Rubén a Matic e Enzo é adoptar uma especie de "tiki-taka" à moda da Luz e uma forma de dizer à equipa que os jogos se controlam com posse de bola, de lhes dizer que se está 2-0 não vale a pena continuar a jogar numa vertigem atacante, sem critério e sempre a acelerar à procura do 4º e 5º. É dizer que não vale a pena partir a equipa ao meio habilitando-se a "levar" o 2-1 e a sofrer até ao fim. Ou então que é preciso recuar, fechar lá atrás e aguentar o sufoco (como quando se metia o Roderick no ano passado).
Se os jogadores do Benfica fossem crianças, daquelas que jogam na rua e se auto-intitulam como os seus ídolo: "eu sou o Cristiano Ronaldo, eu sou o Messi, eu sou o Rui Costa", qual seria o único que poderia dizer: "eu sou o Xavi" sem que todos os outros se rissem??
O Rubén Amorim!
28 de outubro de 2013
Visão do Clássico
Finalmente regressou o nosso campeonato (quase um mês depois!!) e logo com um clássico - F.C.Porto X Sporting C.P. - com a liderança em disputa.
Já aqui tinha referido que o campeonato tinha voltado à "normalidade" com os 3 grandes nos 3 primeiros lugares, e esta jornada veio acentuar esse facto.
O Benfica cumpriu a sua obrigação (ganhou) e assistiu de poltrona ao Clássico (quiçá torcendo pelo empate) na certeza, porém, que qualquer que fosse o resultado, se aproximaria do(s) seu(s) rival(ais).
Para além do interesse do Benfica, o Clássico representava um interesse acrescido por poder promover um novo líder à 8ª Jornada, ou, pelo contrário, solidificar a liderança dos Azuis e Brancos.
Por um lado apresentava-se o Tricampeão, poderoso em casa, mas em mau momento. Por outro o Sporting, com uma época fantástica e de esperanças renovadas.
O clássico serviu, portanto, para medir forças e avaliar o REAL poderio de ambas as equipas. Estaria o F.C. Porto tão mal como se "pintava"? E o Sporting assim "tão bem"?
A resposta a ambas as perguntas é NÃO!
O clássico mostrou um F.C. Porto superior, em praticamente todas as vertentes de jogo, foi mais dominador, taticamente mais forte, mais organizado, mais forte fisicamente (mesmo jogando Champions a meio da semana e com menos um jogador durante 80 minutos) e mais eficaz na hora de decidir.
Um meio-campo com muita tarimba e com outro andamento. Quer se queira quer o triangulo Fernando, Herrera e Lucho está alguns degraus acima de William, Adrien e André Martins .
O Sporting apresentou-se com as suas armas e correspondendo ao que tem vindo a fazer neste campeonato - organizado, empenhado e competente - mas sem a intensidade, maturidade e classe necessárias para ganhar no Dragão. Foi esforçado, mas isso não chega.
A ausência de Jefferson também se fez sentir (Piris não é a mesma coisa) e o Sporting perdeu alguma agressividade no flanco esquerdo, o que permitiu maior liberdade a Danilo (um dos homens do jogo).
A primeira parte é de inquestionável domínio do Porto, mesmo sem oportunidades de golo, que "controlou" o ritmo de jogo, assim que se apanhou a ganhar, logo no arranque.
O penalty é um daqueles clássicos, dos livros, daqueles que se podem gravar em DVD e mostrar nas escolinhas de futebol e nos cursos de arbitragem...bola adiantada na área, o "avançado" chega antes do defesa e "só" tem que tocar na bola e esperar o "abalroamento" do defesa que vem embalado e já não pode evitar a falta...
Com o penalty veio a confiança que o Porto precisava e o "travão" à motivação leonina (tivesse o jogo chegado 0-0 ao intervalo e a história poderia ter sido outra) e a partir daí foi "gerir" até ao intervalo, num espectáculo sem grande interesse.
Na 2ª Parte o momento do Jogo - movimentação típica de Montero entre o central e o lateral (ele faz isto muito bem), desta vez sem estar fora de jogo, e cabeceamento livre e "em cima" do Guarda-Redes, para defesa espantosa de Helton.
Jogada "a papel químico" do golo ao Benfica, por exemplo.
Em 10 oportunidades destas, 9 dão golo, mas ontem não deu...Porque Montero (e até Helton) terá tido a "sensação" que estava offside e cabeceou com menos convicção e colocação e porque Helton (que também achou que era fora de jogo e reagiu por reflexo) faz uma "parada" fenomenal.
(Um aparte só para dizer que, a ver o jogo em direto, postei no FB do Queria ser Mourinho que o Helton é o melhor Guarda-Redes a jogar em Portugal e o melhor Guarda-Redes Brasileiro da atualidade. Merecia ir ao Mundial).
Esta é daquelas defesas que dá pontos! E que decidem jogos. Porque estava 2-1 e o empate "virava" o jogo psicologicamente e porque a defesa serviu para acordar a equipa do Porto que estava, nessa altura, demasiado confiante na vitória (até porque tinha conseguido fazer o 2-1, 3 minutos depois do empate do Sporting).
Com esta jogada "acordaram" e voltaram a colocar intensidade e velocidade nos flancos (com o "acelerador" Licá sempre prego a fundo) e a explorar saídas rápidas de contra-ataque.
O 3º golo do Porto é outra jogada dos livros que pode ser mostrada nas escolinhas - Recuperação de bola, saída rápida pelo meio com transporte do médio, ponta de lança abre num dos lados e leva um central, cruza ao 2º poste (porque no meio não está lá ninguém) para finalização do extremo do lado contrário ou para 2ª bola do médio que iniciou a jogada e que ocupa o lugar do ponta de lança...
Lucho faz isto como ninguém, não é rápido, mas sabe o que faz...e matou o Clássico.
Já aqui tinha referido que o campeonato tinha voltado à "normalidade" com os 3 grandes nos 3 primeiros lugares, e esta jornada veio acentuar esse facto.
O Benfica cumpriu a sua obrigação (ganhou) e assistiu de poltrona ao Clássico (quiçá torcendo pelo empate) na certeza, porém, que qualquer que fosse o resultado, se aproximaria do(s) seu(s) rival(ais).
Para além do interesse do Benfica, o Clássico representava um interesse acrescido por poder promover um novo líder à 8ª Jornada, ou, pelo contrário, solidificar a liderança dos Azuis e Brancos.
Por um lado apresentava-se o Tricampeão, poderoso em casa, mas em mau momento. Por outro o Sporting, com uma época fantástica e de esperanças renovadas.
O clássico serviu, portanto, para medir forças e avaliar o REAL poderio de ambas as equipas. Estaria o F.C. Porto tão mal como se "pintava"? E o Sporting assim "tão bem"?
A resposta a ambas as perguntas é NÃO!
O clássico mostrou um F.C. Porto superior, em praticamente todas as vertentes de jogo, foi mais dominador, taticamente mais forte, mais organizado, mais forte fisicamente (mesmo jogando Champions a meio da semana e com menos um jogador durante 80 minutos) e mais eficaz na hora de decidir.
Um meio-campo com muita tarimba e com outro andamento. Quer se queira quer o triangulo Fernando, Herrera e Lucho está alguns degraus acima de William, Adrien e André Martins .
O Sporting apresentou-se com as suas armas e correspondendo ao que tem vindo a fazer neste campeonato - organizado, empenhado e competente - mas sem a intensidade, maturidade e classe necessárias para ganhar no Dragão. Foi esforçado, mas isso não chega.
A ausência de Jefferson também se fez sentir (Piris não é a mesma coisa) e o Sporting perdeu alguma agressividade no flanco esquerdo, o que permitiu maior liberdade a Danilo (um dos homens do jogo).
A primeira parte é de inquestionável domínio do Porto, mesmo sem oportunidades de golo, que "controlou" o ritmo de jogo, assim que se apanhou a ganhar, logo no arranque.
O penalty é um daqueles clássicos, dos livros, daqueles que se podem gravar em DVD e mostrar nas escolinhas de futebol e nos cursos de arbitragem...bola adiantada na área, o "avançado" chega antes do defesa e "só" tem que tocar na bola e esperar o "abalroamento" do defesa que vem embalado e já não pode evitar a falta...
Com o penalty veio a confiança que o Porto precisava e o "travão" à motivação leonina (tivesse o jogo chegado 0-0 ao intervalo e a história poderia ter sido outra) e a partir daí foi "gerir" até ao intervalo, num espectáculo sem grande interesse.
Na 2ª Parte o momento do Jogo - movimentação típica de Montero entre o central e o lateral (ele faz isto muito bem), desta vez sem estar fora de jogo, e cabeceamento livre e "em cima" do Guarda-Redes, para defesa espantosa de Helton.
Jogada "a papel químico" do golo ao Benfica, por exemplo.
Em 10 oportunidades destas, 9 dão golo, mas ontem não deu...Porque Montero (e até Helton) terá tido a "sensação" que estava offside e cabeceou com menos convicção e colocação e porque Helton (que também achou que era fora de jogo e reagiu por reflexo) faz uma "parada" fenomenal.
(Um aparte só para dizer que, a ver o jogo em direto, postei no FB do Queria ser Mourinho que o Helton é o melhor Guarda-Redes a jogar em Portugal e o melhor Guarda-Redes Brasileiro da atualidade. Merecia ir ao Mundial).
Esta é daquelas defesas que dá pontos! E que decidem jogos. Porque estava 2-1 e o empate "virava" o jogo psicologicamente e porque a defesa serviu para acordar a equipa do Porto que estava, nessa altura, demasiado confiante na vitória (até porque tinha conseguido fazer o 2-1, 3 minutos depois do empate do Sporting).
Com esta jogada "acordaram" e voltaram a colocar intensidade e velocidade nos flancos (com o "acelerador" Licá sempre prego a fundo) e a explorar saídas rápidas de contra-ataque.
O 3º golo do Porto é outra jogada dos livros que pode ser mostrada nas escolinhas - Recuperação de bola, saída rápida pelo meio com transporte do médio, ponta de lança abre num dos lados e leva um central, cruza ao 2º poste (porque no meio não está lá ninguém) para finalização do extremo do lado contrário ou para 2ª bola do médio que iniciou a jogada e que ocupa o lugar do ponta de lança...
Lucho faz isto como ninguém, não é rápido, mas sabe o que faz...e matou o Clássico.
9 de outubro de 2013
O que se passa Benfica?? - 6º Dilema
A liderança e o descontrolo de Jesus
Na sequência do ponto anterior, Jesus está sobre brasas, pressionado, nervoso, descontrolado até...e todos sabemos (até nas nossas vidas profissionais) que nesse estado é impossível produzir resultados
Os B's e os "manos"
Esta
época já vi 2 Jogos completos da Equipa B do Benfica - contra Leixões e
Moreirense - e mais alguns "bocados" de outros.
Os dois
a que assisti foram testes muito difíceis, contra equipas
"batidas" e candidatas à subida (à 10ª Jornada o Moreirense é 4º com
menos 2 jogos e o Leixões é 9º a 3 pontos da zona de subida).
Foram
jogos bons, intensos (como é habitual na 2ª Liga) e com resultados distintos - vitória com
Leixões, derrota (injusta) com Moreirense - e com uma boa performance dos
"B's".
Globalmente
o Benfica B tem estado bem, à 10ª Jornada vai em 7º Lugar a 4 pontos do primeiro e em 3º no
"mini-campeonato de equipas B", atrás do Porto B - surpreendente
líder da 2ª liga e do Maritimo B - surpreendente 3º classificado.
O que
estranho nesta equipa B são 2 aspetos:
1º
Porque não joga a equipa B como a equipa A?
Refiro-me
ao esquema tático e aos posicionamentos dos jogadores. Seria bom que os
"B's" repetissem rotinas e movimentações individuais e coletivas da
equipa principal, por forma a que a sua integração na equipa A fosse mais
rápida, e com melhores resultados. Há alguns pormenores em que isso
acontece.
A
posição 6, por exemplo, é similar na equipa B à da equipa A, mas, tendo em conta
que o 6 da B é normalmente Lindeloff...não há comparação possível com Matic.
Curiosamente, o "clone" de Matic na equipa B é...o seu irmão Urus
Matic, mas por algum motivo, não tem sido tão utilizado, ou quando é, é mais à
frente (como o Matic mais velho no inicio de carreira).
2º
Porque não há um aproveitamento maior dos B's? O trabalho está a ser bom...
Não sou
como alguns adeptos mais "fanáticos", ou como os Sportinguistas, que
acham que qualquer "puto" que aparece nos Juniores ou nos B's vai ser
o novo fenómeno e deve subir de imediato à equipa A. Acho que não é esse o
perfil do Benfica e que todos os jogadores devem ser mais trabalhados e
"amadurecidos" antes de serem lançados às feras...de repente
lembro-me de Edgar, Hugo Leal e Pepa...
Mas, há
um jogador que já justifica uma chamada regular aos convocados da equipa A -
Iván Cavaleiro - sobre ele, mais à frente.
Eis a
minha análise genérica ao onze-base da Equipa B:
- Varela
(GR) - Não é Guarda-Redes para o Benfica, ponto final.
Já tenho
essa opinião desde os Juniores, não mudei no ano passado (quando Varela rodava
com Mika na Baliza dos B's) e não mudo este ano (quando Varela é o titular dos
B's).
Varela
sofre de um "mal" comum na formação dos Grandes Clubes - por um lado
a posição de Guarda-Redes não é tão valorizada (anda tudo à procura de
Ronaldos, Figos e Rui Costas) e por outro lado, normalmente os grandes ganham
95% dos seus jogos e quase todos por largas goleadas. O fosso é enorme, em
especial nas primeiras fases dos campeonatos, disputadas a nível local. Ora,
para um Guarda Redes em formação (posso garanti-lo por experiência
própria) evolui-se mais quanto mais "trabalho" se tem.
Jogar
numa equipa pequena onde, por jogo, um guarda-redes é chamado a intervir 20
vezes, faz 10 grandes defesas e mesmo assim ainda encaixa 5 ou 6 é muito mais
"produtivo" para o crescimento de um guarda-redes do que jogar num
grande, passar um jogo inteiro sem defender uma bola e limitar-se a jogar com
os pés e a bater pontapés de baliza...
- Oblak
e Mika (GR) - Estes sim, são o futuro do Benfica.
Inexplicavelmente
não têm tido muitos minutos na equipa B...na minha concepção o Guarda-Redes da
Equipa B devia ser o 2º Guarda-Redes da equipa principal e deviam rodar na ida
para o Banco na equipa A. Ou seja, Artur titular e no banco, alternadamente,
Mika e Oblak, sendo que o que não fosse para o Banco seria o titular dos B's.
Assim, estariam sempre "prontos" para substituir o titular da equipa
A.
- João
Cancelo (DD) - Fala-se muito deste "menino" e já há grande
pressão dos adeptos para que seja alternativa a Maxi. Neste ponto,
estou com Jesus, ainda não está pronto. Sim, é verdade que tem uma
técnica assinalável (acima do lateral típico), sim tem velocidade, sim é
ofensivo, mas...por vezes perde-se em "fintinhas", inventa em zonas
proibidas, gosta de fazer bonitos e arrisca em demasia. Não está pronto para
assumir a lateral direita na equipa A. Alternativa a Maxi temos Sílvio
e André Almeida, e está bom assim.
- Steven
Vitória e Jardel (DC) - Aqui tem-se aplicado e bem a lógica de rotação
com a equipa A, que defendo para os Guarda-Redes.
Normalmente
um deles joga na B e o outro vai para o banco da A e vão alternando. Parece-me
muito inteligente por parte de Jesus e por parte dos jogadores que humildemente
aceitam jogar na B.
- Mitrovic
(DE) - O central Sérvio foi claramente uma "oportunidade de
mercado", foi contratado apenas por ser um jogador com potencial para
futuros negócios.
Lisandro
foi claramente aposta para substituir Garay e, perante a não venda de Garay foi
emprestado para Espanha, para ganhar ritmo de Europa. Steven Vitória foi
contratado para alternativa a Jardel (que podia ter saido) como 3º Central da
equipa A e Mitrovic foi contratado para ser emprestado e rodar. Por algum motivo
não foi emprestado (tinha lugar a titular em 80% das equipas da 1ª liga), por
isso faz bem em rodar na B.
- Rodriguez
(DE) - Muito se fala do problema do Benfica em arranjar um lateral
esquerdo. Parece que Siqueira resolveu o problema...uma coisa é certa, na
B não há opção. Rodriguez é uma "cópia barata" de João Cancelo, o
mesmo estilo mas mais fraco tecnicamente e igualmente imaturo. Não
tem lugar no Benfica.
- Lindeloff
(MDC) - Tem sido utilizado na posição 6. Estará a ser
trabalhado à imagem de um Javi Garcia ou de um Fejsa.
Não é
(nem será) Matic, mas talvez se venha a fazer um 6 razoável. Faz-me lembrar o
Dier do Sporting, não só pelas parecenças físicas mas também porque
já foi utilizado como lateral direito e central. Tal como Dier, acho que a sua
melhor posição é a posição 6, mas ainda não está pronto para a Equipa
A.
- André Gomes (MC) - Tem tido minutos na equipa B, acho bem...para mim é o futuro 8 do Benfica.
- Bernardo
(MO) - A nova estrela da Formação, 10 clássico, maestro,
pé esquerdo de inegável qualidade...19 aninhos. Sendo a sua primeira época a
"full" na equipa B, parece-me que necessita de mais 1 ou 2 épocas até
poder começar a aparecer na equipa principal. Creio que a referência para a sua
evolução deve ser André Martins, do Sporting, também ele, apesar do inegável
talento que tem, demorou a estabilizar na equipa principal do Sporting.
Bernardo terá que passar por esse "crescimento" também.
- Iván
Cavaleiro (Extremo) - Claramente a estrela da equipa.
Leva a
equipa às costas, é o capitão e está numa forma fantástica. Depois de uma época
de adaptação (vindo dos Juniores) na equipa B, esta é a época de afirmação no
Benfica e na Seleção - começa a tornar-se referência dos sub-21. Aos 20
anos começa a merecer convocatórias regulares para a equipa A e a
merecer minutos na 1ª liga, ainda mais quando não teremos Salvio nos próximos
meses. Está na altura de Jesus olhar para este menino!
É
normalmente extremo, mas com bom jogo interior e com chegada ao golo. Pode ser
2º avançado e o selecionador de Sub-20 chegou mesmo a "inventa-lo" a
ponta de lança (!!)...mas não resulta...
- Hélder
Costa (Extremo) - Está a passar pelo mesmo processo de Ivan Cavaleiro
no ano passado, não é para explodir este ano...interessante o
pormenor de estar a espaços a ser experimentado a lateral esquerdo...será que
temos "novo" Fábio Coentrão??
- Lolo -
No esquema tático desta equipa B, tem sido utilizado a Ponta de Lança, mas
também já teve minutos como 2º avançado ou extremo esquerdo. Como extremo
esquerdo fez-me lembrar o Nolito, descai para o centro, remata forte e marca
golos. Não é ponta de lança, mas é referenciado em Espanha como um
jogador com futuro...vamos ver no que dá.
- Funes Mori - Provou nos minutos que teve na equipa B (antes de se lesionar) que tem qualidade para ser o melhor marcador da 2ª Liga (se jogasse regularmente). Se pode ser mais do que isso, nomeadamente no Benfica A...não sei, para futuras observações.
Os Manos
Na
equipa B jogam dois manos dos da equipa A - Urus Matic e Filip Markovic. Se o primeiro é
um caso natural, é mais novo e mostra potencial, o 2º foi claramente uma jogada
de agentes e comissões. Não se percebe esta contratação, não só porque não
tem qualidade como jogador, mas também porque é mais velho (!!) que o mano
da equipa A.
Lazar
Markovic, a estrela sérvia em explosão tem 19 anos e Filip, o
"brinde" dos B's tem 21...
Faz
lembrar a história do Labyad e do pai contratado para olheiro do Sporting!
CONCLUSÃO:
Por
muito que os adeptos "puxem" pelos B's (acho muito bem) só
Ivan Cavaleiro tem neste momento capacidade para jogar na equipa A...dos
outros há 2 grandes jogadores em potencia - Cancelo e Bernando
- e alguns interessantes.
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